Fruet defende serviço de táxi e critica imposição do Uber

Roger Pereira


Três dias depois de um fim de semana de conflitos entre taxistas e motoristas do aplicativo Uber, o prefeito de Curitiba, Gustado Fruet, do PDT, disse nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, que a regulamentação do Uber não é prioridade para Curitiba.

Fruet falou que o sistema de táxi na capital paranaense já está regulamentado. Ele lembrou dos obstáculos que foram superados para isso. O prefeito também disse que a maioria da população não tem o hábito de usar esse tipo de transporte diariamente. Enquanto dois milhões de pessoas usam o ônibus todos os dias, menos de 10 mil usam o sistema de táxi. Por isso, a questão do Uber não seria prioridade. Fruet também disse que o sistema de táxi de Curitiba é o melhor do Brasil.

“Ao contrário de outras cidades o sistema de táxis de Curitiba é bem avaliado pelo usuário e o custo -benefício de Curitiba é o melhor do Brasil. Além disso, o curitibano não tem o hábito de usar esses sistema de transporte todos os dias. Então, essa pauta não é pauta prioridade da cidade. É uma pauta de interesse econômico de poucos”, diz.

Gustavo Fruet fez críticas severas ao Uber e se posicionou contrário à imposição do serviço em Curitiba. Apesar disso, o prefeito criticou os atos de violência que envolvem a disputa entre taxistas e motoristas do Uber nas ruas da cidade. “O que não dá é querer forçar uma situação que acaba sendo uma concorrência desleal só por ser mais barata ao consumidor. Uma empresa que não é instalada no Brasil recebe por cartão de crédito e transfere uma parte para o motorista, que não tem garantia nenhuma e acaba sendo a parte mais frágil desta relação. É uma empresa com operação mundial que teve a competência de colocar esse tema como o mais importante da cidade. Não é. Mas isso não significa que vamos admitir os atos de violência, parta de onde partir”.

A Urbs se comprometeu a entregar dentro de um mês um parecer sobre o projeto de lei que regulamenta o Uber e outros aplicativos. O texto, assinado por 17 vereadores, foi enviado à prefeitura por decisão da Comissão de Serviço Público. A Urbs informou que “já estuda o assunto sobre o ponto de vista técnico e jurídico”. Na próxima semana a Câmara entra em recesso e por isso o projeto só volta a ser avaliado em agosto. O texto ainda passará por mais comissões antes de poder ser votado. Não há definição que quando a lei possa ser votada. Para ser aprovada a lei precisará de 20 votos, sendo que 17 vereadores já assinaram o texto como autores.

Um dos autores do projeto de regulamentação de serviços similares ao Uber, o vereador Jonny Stica, do PDT, acredita que qualquer solução para mobilidade deve ser prioridade. Sou favorável a mais modais na cidade. Temos sim que discutir a mobilidade em Curitiba e essa pauta é algo sim importante para a cidade, e a pauta está na Câmara, onde se discute a regulamentação, para que se tenha uma concorrência leal”.

Segundo reportagens do Jornal Metro, os motoristas do Uber recebem em média uma chamada a cada 15 minutos quando estão online em Curitiba. O aplicativo já teria cerca de mil colaboradores na capital paranaense.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal