Funcionários da Funpar fazem paralisação no Hospital de Clínicas

Fernando Garcel


Os funcionários da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar) que trabalham no Hospital de Clínicas (HC) entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (9). De acordo com a categoria, a administração da Funpar se recusa em negociar com o sindicato um acordo coletivo de trabalho com data-base no dia 1º de maio.

O HC é o maior o maior hospital público do Paraná, com mais de 1 milhão de atendimentos por ano, e os grevistas representam 1/3 dos trabalhadores de todos os setores do hospital. Dos 3.132 trabalhadores, 851 são contratados pela Funpar.

De acordo com a Funpar, os funcionários vinculados a fundação devem ser representados por outra entidade laboral, conforme decisão judicial. Sendo assim, a fundação não pode negociar as reivindicações da categoria com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação nas Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Paraná (Sinditest-PR), que representa a categoria.

Por outro lado, o Sinditest-PR afirma que a direção da Funpar mente ao afirmar que o sindicato não representaria a categoria. “Em nenhuma parte do processo, composto por 17 páginas, é feita qualquer menção ao Hospital de Clínicas, menos ainda, à sua representação legal pelo Sinditest. A ministra se ateve a responder a solicitação feita quanto à representação do Sinditest aos trabalhadores do Vitor Ferreira [do Amaral]”, diz em nota.

Foto: Reprodução / Facebook
Foto: Reprodução / Facebook

No mês passado, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que as negociações da Universidade Federal do Paraná, com os trabalhadores, passem a ser feitas exclusivamente via Senalba, o Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativa, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Paraná.

A entidade já existia, mas tinha menor representatividade entre os funcionários. Mas foi a análise do tribunal que determinou que o Senalba é o representante legítimo dos trabalhadores, tanto da Funpar, quando do Complexo Hospital de Clínicas. Na visão do Sinditest, o imbróglio judicial não pode atrasar as negociações do acordo coletivo.

Com a greve os atendimentos no hospital estão parcialmente afetados. Os trabalhos nas áreas de enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão atendendo normalmente, mas a central de agendamento de consultas e internamentos está totalmente paralisada.

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