Sem 13º, funcionários do Hospital Evangélico fazem nova paralisação

Mariana Ohde


Cerca de 150 funcionários do Hospital Evangélico, em Curitiba, iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira (16) por causa do atraso no pagamento do 13º salário. Os funcionários exigem o pagamento integral para voltarem ao trabalho. Porém, a direção do hospital diz que ainda não tem dinheiro para quitar os débitos e explica que fará o pagamento o mais rápido possível. Ainda segundo a direção, o atendimento de pacientes segue normalmente.

O diretor do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc) Natanael Marchini, explica que até a manhã de ontem, o Hospital Evangélico não havia feito o pagamento de nenhuma parte do 13º. “A gente iniciando a greve, a direção nos comunicou que fez parte do pagamento, cerca de R$ 435 [para cada funcionário], depositou na conta dos funcionários. Mas esse valor não chega a 30% do valor do 13º”, lamenta.

Mesmo com a paralisação, Natanael Marchini garante que o atendimento aos pacientes segue normalmente, inclusive as emergências. “Afetar claro que afeta todos os setores, inclusive copa, cozinha, limpeza, lavanderia. Principalmente, a área de enfermagem. Mas estamos tomando todo cuidado. Tem mais de 50% de trabalhadores trabalhando, então os pacientes estão sendo atendidos”, garante.

Em reunião com a direção do hospital, o diretor do sindicato falou que o Hospital Evangélico se comprometeu a pagar o restante do 13º salário, mas que ainda não tem recursos o suficiente. “Estive conversando agora com a direção do hospital, que está com um interventor, e ele nos colocou que está para receber o dinheiro a qualquer momento”, diz, “Ele nos disse que, a qualquer momento, nos paga o restante, mas não pode precisar uma data”.

Em nota, o Hospital Evangélico disse que reconhece e respeita as razões da greve, mas que ainda aguarda por mais recursos para poder fazer os pagamentos. A direção do hospital ainda comunicou que uma parcela já foi paga, junto com a Secretaria Municipal de Saúde, e que o restante será pago conforme a entrada de recursos, ainda sem data definida. A Direção do Evangélico também garantiu que o atendimento de pacientes não será afetado pela paralisação. O hospital é financiado com a ajuda de recursos públicos do SUS e recebe da Prefeitura de Curitiba e do Governo Federal.

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Repórter no Paraná Portal
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