Greca assume viaduto pronto e altera projeto que custará mais

Narley Resende


Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba 

A novela do viaduto da Vila Pompéia, no Tatuquara, teve novo capítulo ontem. Em reunião realizada no Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), o prefeito Rafael Greca (PMN) determinou a inclusão de um novo projeto do viaduto em um protocolo de intenções a ser assinado pelos municípios de Curitiba e Fazenda Rio Grande, Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba) e a concessionária Autopista Planalto Sul, que administra o trecho na BR-116.

Além do acesso ao viaduto pela da Rua Francisco Xavier de Oliveira para facilitar a saída de moradores do bairro no sentido Curitiba (Norte), o novo projeto contempla uma alça para dar acesso à BR-116 no sentido Fazenda Rio Grande (Sul).

Mais funcional, a solução proposta pelo Ippuc a pedido de Greca vai sair mais cara do que o projeto que chegou a ser licitado ano passado (leia mais adiante) por até R$ 1 milhão. Segundo o próprio Instituto, o valor não está definido.

Após a assinatura, o Ippuc deve ir atrás de recursos junto ao Ministério das Cidades e por fim fazer uma nova licitação da obra. Ou seja, ainda não há prazo para que o viaduto, enfim, seja útil a população.

Hoje, no km 117 da rodovia, existe um semáforo para que os moradores do bairro tenham acesso a ambos os sentidos da BR- 116 em nível. Com os acessos prontos e o viaduto funcionando, o trânsito terá maior fluidez e segurança, sem contar a remoção do semáforo, que causa grandes congestionamentos nos horários de pico.

Remoção

Para a realização da obra, a prefeitura vai precisar realocar algumas famílias que estão irregularmente na via de acesso ao viaduto, em área que pertence ao município. A verba para isto, contudo, está garantida e virá do FMHIS (Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social).

Em fevereiro, o Conselho Gestor do Fundo aprovou o investimento de R$ 4,8 milhões para subsidiar projetos de urbanização e reassentamento da Cohab (Companhia de Habitação Popular de Curitiba) neste ano. Deste total, R$1,5 milhão serão empregados na construção de 17 casas para famílias que vivem na Vila Pompeia e vão precisar ser transferidas em virtude da obra.

Histórico

Construído pela concessionária entre novembro de 2013 e setembro de 2015, quando foi concluído, o viaduto nunca foi utilizado por falta de acesso, de responsabilidade da prefeitura.

No ano passado, com dinheiro assegurado para fazer a obra de acesso em 134,5 metros na Francisco Xavier de Oliveira – orçada em no máximo R$ 990 mil – duas licitações foram feitas: uma em abril e outra em agosto, mas ambas fracassaram. A primeira teve uma empresa vencedora, que foi desclassificada por falta de documentação e a segunda não teve interessados.

Outras obras

Além do viaduto, o prefeito incluiu no protocolo de intenções uma trincheira na rua vereador Angelo Burbelo – mais ao Sul – para travessia da BR-116 entre o Umbará e o Campo de Santana.

Na reunião, as prefeituras de Curitiba, Fazenda Rio Grande e Comec também discutiram traçados paralelos a Linha Verde/BR-116 para a ligação de Fazenda Rio Grande a Curitiba via Umbará, pela Rua Nicola Pelanda (eixo leste), e via Tatuquara, pela Rua Presidente João Goulart (eixo oeste).

“Vamos começando a trabalhar para tornar a Grande Curitiba uma só e resolver a ligação da nossa cidade com os municípios ao Sul da região metropolitana”, declarou Greca.

Edição: Narley Resende 

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="423242" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]