Greca autoriza licitação para a restauração do Palácio Belvedere

Andreza Rossini


O prefeito Rafael Greca a licitação para restauração do Palácio Belvedere, prédio histórico da Praça João Cândido, no bairro São Francisco, em Curitiba. Em dezembro do ano passado, um incêndio atingiu o prédio e consumiu parte da estrutura.

“Estamos autorizando hoje a licitação da obra, dinheiro que vem do potencial construtivo. A ideia é que, passado o rito de três meses do processo de licitação, a obra seja tocada a todo vapor”, disse Greca.

A visita foi acompanhada pela secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, e pela sua equipe: o superintendente de Obras e Serviços, Reinaldo Pilotto, o diretor de Parques e Praças, Jean Brasil, e o gerente de Praças, Giovando Romanine.

Foto: Luiz Costa/SMCS

Restauração

Em 30 de junho do ano passado, foi assinado o decreto de transferência de R$ 1,073 milhão em recursos de potencial construtivo para o restauro edifício, Unidade Especial de Interesse de Preservação (UIEP), que será a nova sede da Academia Paranaense de Letras (APL) e irá abrigar um café escola do Sesc Paraná.

Em dezembro, porém, um incêndio atingiu o prédio. Por isso, foi necessário novo orçamento para o projeto, processo que está sendo conduzido pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O valor foi acrescido em R$ 385.171,60 e será de R$ 1.458.287,97, orçamento já encaminhado à Câmara Técnica do Patrimônio Edificado (CAPC) para elaboração de novo decreto com o número de quotas de potencial construtivo que constarão no edital de licitação do restauro.

História

Tombado pelo Estado, o exemplar arquitetônico desenhado com linhas art nouveau foi construído em 1915, pelo então prefeito Cândido de Abreu, para ser um mirante no ponto mais alto urbanizado da capital.

“A conservação é memória de justiça a Cândido Ferreira de Abreu, que foi prefeito de Curitiba por duas vezes”, disse Greca. Em seu mandato de 1915, lembrou Greca, além de erguer o Belvedere, Cândido de Abreu fez os bondes elétricos e outras grandes melhorias na cidade. A edificação teve outros usos, como a sede da primeira rádio do Paraná, a Rádio Clube Paranaense, e o ateliê do escultor João Turin.

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