Greve afeta sete hospitais e duas unidades de saúde em Curitiba

Redação


Começou nessa quarta-feira (18) em Curitiba e região metropolitana urna paralisação parcial dos servidores da saúde, que teve a adesão dos trabalhadores de sete hospitais, Caps (Centros de Atenção Psicossociais) e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).

Segundo o Sindesc. sindicato que representa enfermeiros, auxiliares e outros funcionários. inclusive administrativos, foi reduzido a 30% o funcionamento de sete hospitais: Cajuru. Evangélico, São Vicente, Santa Casa e Vita Batel, além do hospital do idoso Zilda Arns e da maternidade Nossa Senhora de Fátima.

Além disso, houve escala reduzida nas UPAs Matriz (que funciona no Hospital de Clínicas da UFPR) c Pinheirinho, além dos 12 Caps da cidade. Isso porque parte dos trabalhadores contratados pela Feaes (Fundação Estatal de Atenção Especializada cm Saúde de Curitiba) também aderiu ao movimento.

Está marcada para esta quinta-feira (19) às 14h, no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), uma audiência de conciliação entre os trabalhadores e os representantes dos hospitais.

Se não houver avanço nas negociações, o Sindesc fala em reduzir ainda mais o número de trabalhadores nas unidades. A gente (Sindesc) começou as negociações em março e não houve avanços. Conforme o resultado da audiência, a greve pode radicalizar”, diz Isabel Gonçalves. presidente do Sindesc.

Impasse

A categoria pede a correção salarial de perdas acumuladas de 9.8%, e mais 10% de aumento real. Também se reivindica auxilio alimentação de RS 580, adicionais de insalubridade, noturno e por tempo de serviço.

Os hospitais, porém, oferecem reposição de 6% e alegam que é “inviável” subir a proposta, já que várias instituições sofrem com a crise e estão com dívidas. “As instituições de saúde filantrópicas não têm condições de absorver um aumento desse porte”, diz Flaviano Ventorim, presidente da Femipa, uma das organizações patronais.

(Rafael Neves, Metro Jornal Curitiba)

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