Greve de frentistas tem baixa adesão e postos abrem em Curitiba, diz sindicato

Andreza Rossini


Os trabalhadores dos postos de combustíveis de Curitiba e Região Metropolitana tiveram baixa adesão a greve-geral, nesta sexta-feira (28), de acordo com o Sindi-Combustíveis, que representa cerca de 1,4 mil postos no Paraná.

O Sinpospetro, que representa os trabalhadores, decidiu aderir à paralisação na tarde de ontem (28) e deve divulgar o balanço da paralisação por volta das 15 horas.

O Sindi-Combustíveis afirmou que grupos realizaram manifestações em três postos do centro de Curitiba durante a manhã, bloqueando acesso aos postos e forçando o fechamento. Ainda de acordo com o sindicato, um posto foi alvo de vandalismo, com alteração nas fechaduras.

O proprietário deve registrar Boletim de Ocorrência (B.O) para investigação do caso.

Veja a nota do Sindi-Combustíveis na íntegra

A grande maioria dos postos de Curitiba e do Paraná abriu normalmente nesta sexta-feira.

No começo da manhã, contudo, grupos organizados de partidários da greve realizaram manifestações em postos localizados na região central de Curitiba, bloqueando o acesso aos estabelecimentos e forçando o fechamento.

Até às 10h, tivemos notícia de que três postos foram impedidos de trabalhar por esta ação dos grevistas. Também foi registrado um ato de vandalismo num posto localizado num bairro de Curitiba: o mesmo teve fechaduras inutilizadas durante a madrugada e foram colados cartazes pelas paredes do estabelecimento, que estava fechado. Pela manhã, o proprietário necessitou arrombar seu próprio estabelecimento para poder trabalhar, atrasando a abertura. Por questões de segurança, não divulgaremos endereço e nome deste estabelecimento – a direção deste posto, contudo, informou que irá registrar Boletim de Ocorrência para que o caso seja investigado.  

Nas demais cidades do Paraná, até o momento não recebemos informações sobre nenhum posto que não tenha aberto ou que tenha sido fechado por manifestantes.

O Sindicombustíveis-PR informa que respeita o direito de greve, mas repudia todos os atos arbitrários e ilegais de vandalismo e coação. Os trabalhadores que optaram por não aderir a greve, e decidiram trabalhar, devem ter seu direito preservado.

O Sindicato mobilizou seu corpo jurídico e, se for necessário, irá mover as ações legais cabíveis para defender os associados impedidos de trabalhar que tiverem prejuízos de qualquer ordem.

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