Greve de motoristas e cobradores é parcialmente aprovada

Mariana Ohde


A maioria dos motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e região metropolitana já aprovou indicativo de greve da categoria. Assembleias em seis empresas já foram realizadas e todas foram a favor da paralisação. Novas reuniões serão feitas em outras três empresas de ônibus nos próximos dias.

Os trabalhadores reclamam que a Urbs estaria aplicando penalidades por infrações indevidas, como “falta do uso de uniforme”, limpeza dos veículos e a não contenção de invasões em massa em dias de jogos de futebol. Além disso, o sindicato que representa os trabalhadores (Sindimoc) alega que a cobrança contraria um decreto de 2011 que impede as empresas de repassarem a empregados as multas aplicadas pela URBS.

De acordo com o presidente do sindicato, Anderson Teixeira, mesmo com a aprovação de boa parte da categoria, uma possível greve deve ser definida apenas na próxima semana. “Ainda não tem nada definido, ainda estamos conversando com a categoria. Temos mais três assembleias a serem realizadas, que devem acontecer até o início da semana que vem”, explica, ressaltando que o objetivo principal da categoria é resolver o impasse.O Sindimoc diz que há multas que não podem ser colocadas como responsabilidade dos funcionários – como as que envolvem a segurança pública, por exemplo.

Os descontos são feitos pelas empresas, mas as multas são emitidas pela Urbs, que afirma que a gestão passada deixou de cobrar os valores. “Até o presente momento, não houve cobrança, nem desconto, nem pagamento financeiro, das empresas, concessionárias, relativos às multas de 2012. O que nos causou estranheza. Não houve desconto, não houve pagamento, então por que os trabalhadores se sentem atingidos?”, questiona Roberto Gregório, presidente da Urbs, explicando que o órgão não cobra multa dos trabalhadores e, sim, como previsto pela legislação, apenas das concessionárias.

Diante do problema, a Urbs abriu uma sindicância para saber por que os valores ainda não tinham sido cobrados. Em nota, o Setransp, que representa as empresas, afirma que entrou na Justiça contra as cobranças e que conseguiu uma liminar que determina a suspensão dos descontos e a apresentação, pelo Poder Público, de documentos que justifiquem as multas. Mesmo assim, as empresas devem manter as penalidades já aplicadas que são responsabilidade dos funcionários, como usar celular ao volante ou furar o sinal.

(Com informações da BandNews)

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal