Greve dos ônibus: frota mínima aumenta para 60% e 80%

Roger Pereira


Depois de mais de cinco horas de audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região motoristas e cobradores de ônibus não chegaram a um entendimento com o Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo de Curitiba (Setransp) e mantiveram a greve da categoria, que completou, hoje, uma semana. Diante do impasse a desembargadora, Marlene Suguimatsu, vice-presidente do tribunal decidiu que julgará o dissídio coletivo da classe.

Até o julgamento do dissídio, determinando o índice de reajuste a ser adotado tanto para o salário quanto para os benefícios de motoristas e cobradores, a desembargadora determinou que a frota mínima a ser colocada em circulação a partir da madrugada desta quarta-feira para 60% do total e 80% nos horários de pico. Até esta terça-feira, os ônibus de Curitiba estavam circulando com frota mínima de de 40%, com 50% nos horários de pico. A multa por descumprimento da frota foi mantida em R$ 100 mil por hora.

Na audiência, que começou com uma contraproposta do Sindicato dos Motoristas e Cobradores da Região de Curitiba (Sindimoc) que reduziu de 15% para 10% a pedida de reajuste salarial, empresários e representantes dos trabalhadores chegaram próximos a um acordo em torno de um reajuste de 6%, mas não houve consenso quanto ao valor do vale-alimentação, o que impediu a conciliação. Os trabalhadores reivindicam que o vale suba de R$ 400 para R$ 575.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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