Greve em hospitais chega ao terceiro dia na capital

Fernando Garcel


A reunião de conciliação entre patrões e empregados da saúde no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Curitiba, terminou sem acordo nesta quinta-feira (19). Com isso, a greve no setor caminha para o terceiro dia seguido.

Pedindo por aumento de salários, auxiliares, enfermeiros e pessoal do administrativo de hospitais particulares entraram em greve na quarta-feira (18), reduzindo os atendimentos a 30% nos centros da Santa Casa, Vita Batel, São Vicente, Evangélico, no Hospital do Idoso Zilda Anis e da maternidade Nossa Senhora de Fátima.

Nesta sexta-feira (20), por decisão da Justiça, o percentual de atendimento deve ser de 50%. A desembargadora Marlene Suguimatsu ainda determinou 100% de funcionamento nas UTIs, nos pronto-atendimentos e para pacientes graves. “Eu não posso deixar a população só com 30% em pronto-atendimento. A população tem que ser atendida, sob risco grave”, disse.

Já os funcionários que atendem idosos na rede pública, em especial pela Feaes (Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba) terão que manter a força de trabalho de 75%. Eles atendem o Hospital do Idoso, 12 Caps e a UPA Matriz.

Impasse

A categoria pede a correção salarial de perdas acumuladas, de 9,8%, e mais 10% de aumento real. Também reivindica auxilio alimentação de R$ 580, adicionais de insalubridade, noturno e por tempo de serviço. Na quinta-feira (19), o Sindipar (Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná) apresentou proposta de aumento de 6% sobre o salário e reajuste de 9,83% sobre os benefícios, o que foi recusado.

Com informações de Thiago Machado, do Metro Jornal Curitiba

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