IML de Curitiba começa a liberar corpos acumulados

Andreza Rossini


Funerárias fazem fila em frente ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba para levar os 21 corpos que foram liberados, nesta sexta-feira (29).  A instituição está superlotada, com mais corpos do que é capaz armazenar, de acordo com as regras legais. Segundo a prefeitura de Curitiba os corpos serão enterrados no hoje cemitério da Zona Sul da cidade, no bairro Umbará.

Ainda de acordo com a administração municipal, o transporte e a urna funerária, o caixão, são por conta da funerária. A prefeitura paga o lote e a construção da gaveta individual.

De acordo com o Sindicato dos Peritos Oficiais do Paraná (Sinpoapar) eram 170 corpos acumulados até a liberação realizada hoje. O IML possui 60 gavetas para fazer o armazenamento. Com a superlotação, foram colocados dois cadáveres na maioria de cada uma das gavetas e outros cerca de 40 corpos foram mantidos na câmara fria, envolvidos em sacos plásticos com número de identificação, na sala que tem dois por quatro metros.

A direção do Instituto alegou que o número de corpos acumulados era de 130 e não 170 como aponta o sindicato e alegou em entrevistas ao longo da semana, estar tomando providências para a liberação para os enterros.

IML de Curitiba está superlotado e não tem espaço para mais corpos

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) afirmou que os corpos vão continuar sendo liberados nos próximos dias.

Veja na íntegra: 

Na manhã desta sexta-feira (29) foi iniciado o transporte e o sepultamento dos corpos não identificados ou não reclamados que estavam no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba.
– Os procedimentos continuarão sendo feitos ao longo dos próximos dias.
– O serviço de sepultamento é de responsabilidade da Prefeitura de Curitiba.
– A direção do IML esclarece ainda que cabe à instituição a necropsia, confecção de lautos e atestados e a posterior liberação dos corpos aos familiares. Quando o corpo não é identificado ou não é reclamado pelos familiares, o IML ingressa com um pedido na Justiça para a realização do enterro. Autorizado pelo Poder Judiciário, o IML realiza exames complementares, como de DNA para futura identificação, e notifica a prefeitura de Curitiba para providenciar o sepultamento.- A estimativa da direção do IML é que o percentual de corpos que são inumados como não identificados ou como identificados e não reclamados é de 3% a 5% do total de corpos que dão entrada no IML.
– Nos casos de cadáveres não identificados ou identificados, mas não reclamados, é aguardado um prazo de 30 dias, após o qual é encaminhada solicitação para a Vara de Registros Públicos, de alvará judicial para inumação. Existe, por parte da Vara de Registros Públicos, necessidade de prazo para montar os processos, fazer a inspeção de cadáveres e autorizar as inumações, para que na sequência o Serviço Funerário Municipal forneça os espaços para o sepultamento.

Novo prédio

A obra do novo prédio do instituto, que já está atrasada há um ano, no bairro Tarumã, em Curitiba, só deve ficar pronto em 2017. O novo local terá mais de 6 mil metros e o custo foi avaliado em aproximadamente R$ 17 milhões.

Corpo em Unidade de Saúde

O corpo de um andarilho que faleceu no último domingo (24) ficou há três dias guardado em uma Unidade Básica de Saúde do bairro Maracanã, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele foi liberado para a família na última quarta-feira (27).

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