IML de Curitiba está superlotado e não tem espaço para mais corpos

Andreza Rossini


O Instituto Médico Legal de Curitiba está com 170 corpos sem identificação ou que não foram reclamados por familiares, de acordo com um levantamento solicitado pela Gazeta do Povo ao Sindicato dos Peritos Oficiais do Paraná (Sinpoapar). O IML tem 60 gavetas refrigeradas para armazenar os corpos em condições legais, ou seja, está com um excedente de 110 corpos.

Com a superlotação, foram colocados dois cadáveres na maioria de cada uma das gavetas e outros cerca de 40 corpos foram mantidos na câmara fria, envolvidos em sacos plásticos com número de identificação, na sala que tem dois por quatro metros. Mais de um terço dos cadáveres que estão no local deram entrada em 2014. A cada mês chegam, em média, 30 corpos sem identificação de acordo com o instituto.

Novo prédio

A obra do novo prédio do instituto, que já está atrasada há um ano, no bairro Tarumã, em Curitiba, só deve ficar pronto em 2017. O novo local terá mais de 6 mil metros e o custo foi avaliado em aproximadamente R$ 17 milhões.

Corpo em Unidade de Saúde

O corpo de um andarilho que faleceu no último domingo (27) está há três dias guardado em uma Unidade Básica de Saúde do bairro Maracanã, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com a prefeitura municipal, o corpo não foi sepultado porque o andarilho não tem documentos. O IML de Curitiba foi procurado, mas não recebeu o corpo devido a superlotação.

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