Integrantes do MST mantêm ocupação em frente ao Incra

Redação


Pelo menos 1,2 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocupam a rua em frente ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Curitiba. A ocupação começou nesta quarta feira (8) e reúne assentamentos de todo o Paraná.

A mobilização faz parte da jornada nacional de lutas em defesa da reforma agrária. Durante a semana, movimentos sociais promovem manifestações por todo o país. Na sexta feira, (10) está previsto um ato nacional pela reforma agrária e em protesto ao governo Temer.

Em Curitiba, a ocupação do Movimento Sem Terra está concentrada em frente a sede do Incra, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Cerca de 1.200 pessoas fecham a Rua Doutor Faivre, no trecho entre a Visconde de Guarapuava, e a Sete de Setembro, no Centro da cidade.

O integrante da Coordenação Nacional do MST, Diego Moreira, afirma que a ocupação reivindica melhorias para os acampamentos e assentamentos do Paraná.

Ao assumir o governo, o presidente interino Michel Temer acabou com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e transferiu pastas responsáveis por políticas de reforma agrária para a Casa Civil. A mudança atingiu, por exemplo, o Incra e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário.

O MST afirma que, no Paraná, o movimento enfrenta outras dificuldades com a Superintendência Regional do Incra no estado.

A ocupação começou nesta quarta feira e não tem data para sair dali. O único espaço do Incra ocupado pelos manifestantes foi a garagem. A grande parte da mobilização está na rua e nas calçadas.

São dezenas de colchões, barracas, malas de pessoas que vieram de acampamentos e assentamentos de várias partes do estado, em cerca de 30 ônibus. A estrutura montada em poucas horas de ocupação impressiona.

São cerca de dez banheiros químicos e uma gigantesca estrutura de toras e lonas que serve de abrigo. Para organizar tudo isso, o movimento faz uma complexa divisão de tarefas.

A reportagem da CBN entrou em contato com a Superintendência Regional do Incra no Paraná, mas não recebeu retorno.

(Ana Kruger, CBN Curitiba)

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