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Intervenções colorem a sede da Fundação Cultural de Curitiba

Metro Jornal CuritibaTransformar muros, prédios e construções em grandes telas artísticas é uma tendência observada num ..

Redação - 30 de agosto de 2016, 09:08

Metro Jornal Curitiba

Transformar muros, prédios e construções em grandes telas artísticas é uma tendência observada num primeiro olhar mais atento para Curitiba. Expressões que já chamaram atenção em tubos de ônibus, por exemplo, agora iluminam o Moinho Rebouças, sede atual da Fundação Cultural de Curitiba, que recebeu intervenções de cinco artistas neste mês.

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Cristina Pagnoncelli, Estevan Reder, Wes Gama e Dell Ribeiro foram os responsáveis por colorir a fachada do prédio com temas que celebram a cidade, seus moradores, sua origem e a natureza.

Segundo Igor Cordeiro, superintendente da FCC, o projeto tem entre seus motivos proporcionar expressões artísticas em toda a cidade e chamar a atenção para o turismo, como as grandes cidades do mundo já Fazem. Ele adianta que o Moinho é o primeiro de uma série de outras intervenções que serão comandadas pela cidade. "Desde que chegamos na FCC, nosso desejo sempre foi trazer as novas linguagens das artes visuais para os espaços públicos. Entendemos como nosso papel incentivar que outros espaços, inclusive privados, possam convidar artistas para a produção de outros grandes murais", disse o superintendente.

Vivacidade

14206208_602561876580516_1421333979605473356_oA primeira obra a ficar pronta foi a da artista visual Cristiane Pagnoncelli, que contou com a colaboração do designer Fred Freire.

Inspirada na arquitetura do prédio antigo, a técnica do lettering blocado inscreve no muro letras que podem ser lidas tanto como 'vivacidade' como 'viva (sua) cidade'. A intervenção foi feita durante o Festival Subtropikal, que reuniu em agosto pessoas pensando sobre a arte e a cidade.

"Vida Força. Valor. Movimentar a cena. Quando fui convidada para fazer o mural no Moinho Rebouças fiquei a pensar em qual mensagem eu gostaria de passar: Queria algo simples e direto e que fosse de acordo com o que acredito e venho buscando para a cidade onde vivo", contou Cristina.

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Lambes

Fotógrafo que têm lambes — colagens feitas em espaços públicos — espalhados pelo Brasil e América latina, Estevan Reder construiu o 'Vantees' em uma das fachadas do prédio. O artista é reconhecido por captar imagens de pessoas anônimas que circulam pelas ruas das grandes cidades.

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Povos

Dois índios foram retratados pelo goiano Wes Gama num espaço de 216 metros quadrados. A obra ficou batizada como 'O Povo Brasileiro', uma referência ao livro homônimo do antropólogo Darcy Ribeiro e as Olimpíadas do Rio. A escolha em colorir as paredes com índios também surgiu após o artista descobrir que Curitiba tem em sua origem os povos indígenas — em especial a tribo Tingui.

Já o tema dos artistas Café e Dell Ribeiro foi 'empoderamento' negro e natureza, que agora está impresso forma de graffiti na fachada do prédio. Para conhecer as obras de perto, o Moinho Rebouças fica na Rua Engenheiros Rebouças, 1.732.