Limitação de placas preocupa aplicativos de transporte

Andreza Rossini


Por Thiago Machado, do Metro Curitiba

Seis dias depois da publicação de um decreto municipal que regulamenta os aplicativos de transporte individual, o vereador Jairo Marcelino (PSD) protocolou na Câmara um projeto de lei para limitar o número de carros rodando por aplicativos.

Caso a lei seja aprovada, só poderão rodar 1,5 mil carros – metade do número de táxis liberados. “É um projeto de lei que protege os dois lados – tantos os taxistas quanto os usuários”, define Marcelino.  “O serviço de transporte não piorou com a chegada dos aplicativos, mas nós temos que evitar que isso fique sem controle”, defende.

Publicado na semana passada, o decreto do prefeito Rafael Greca (PMN) libera os aplicativos mas impõe limitações como a exigência de placas de Curitiba, um cadastro na prefeitura e o pagamento de uma nova taxa, ainda a ser calculada.

Segundo Marcelino, estas as regras foram aceitas por parte dos motoristas de táxis. “Eu diria que 50% foram a favor do decreto – seja pelo cadastro, ou pela limitação de carros de Curitiba”. Tanto a Uber quanto a Cabify – as duas maiores plataformas – são contrárias à limitação do número de carros.

Segundo a Uber, uma legislação nesse sentido acaba prejudicado os usuários, que ficam com menos opções de carros. Nenhuma das duas empresas, no entanto, divulga quantos motoristas estão atuando na cidade. Além disso, parte dos motoristas da Uber usa o aplicativo como ‘bico’ – sendo que 50% rodam menos de 10 horas por mês e seriam especialmente prejudicados pela regra.

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