Maioria dos focos de Aedes poderia ser eliminada com facilidade

Redação


O último boletim de monitoramento das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti em Curitiba mostra que 244 focos de proliferação do mosquito foram localizados neste ano na cidade. Deste total, 75,1% dos criadouros estavam em locais que poderiam ter sido eliminados ou controlados pelos responsáveis pelo imóvel, como sucatas (40,5%), pneus (16,3%), caixas d’água (7,4%) e depósitos removíveis (10,9%). “Esses dados mostram que uma parcela da população ainda não se sensibilizou com a situação de risco que estamos vivendo. Ainda encontrar focos em pneus, vasos de plantas e caixas d’água, que estão constantemente em nossos alertas, é prova de que tem gente que não está fazendo a sua parte”, afirma a diretora do Centro de Saúde Ambiental, Giselle Pirih.

Ao todo, foram identificados 11 novos focos em ações de varredura e de bloqueio de casos confirmados das doenças na última semana. “Ambas as medidas têm o intuito de prevenir a propagação da dengue, da zika e da chikungunya dentro do município. Dessa forma, diminuímos as chances de um mosquito picar um doente e passar a contaminar outras pessoas”, explica a coordenadora do Centro de Operações Especiais em Saúde (Coes), Juliane Oliveira.

Os bloqueios são feitos em um raio de 300 metros a partir do caso confirmado, levando em consideração a área que pode ser sobrevoada pelo inseto. Focos de Aedes aegypti foram encontrados em todas as regionais da cidade, o que tem levado as equipes de saúde a manterem ações em todos os distritos sanitários.

Qualquer recipiente ou espaço que possa manter água parada por alguns dias é considerado um possível criadouro do mosquito. Portanto, as orientações incessantes de eliminar potes, garrafas, pneus e outros objetos que possam reter água devem ser seguidas por toda a população constantemente, passando por uma inspeção rotineira a cada semana.

“Verificamos a existência de algumas vizinhanças do município que acabam dispensando atenção a cisternas e reservatórios de água da chuva, que são potenciais criadouros para o mosquito. Nesses casos, o cuidado deve ser o mesmo da caixa d’água: o reservatório deve ser tampado ou coberto com uma rede fina, bem esticada, que impeça a passagem de pequenos insetos”, orienta Giselle.

Balanço

O último informe de monitoramento da dengue, zika e chikungunya em Curitiba traz 442 casos confirmados de dengue (425 importados e 17 autóctones), dois óbitos por dengue (casos importados da doença), 38 episódios de zika (30 importados e oito autóctones) e 12 casos de chikungunya (todos importados).

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