Manifestantes organizam marcha para protestar contra as Olimpíadas em Curitiba

Andreza Rossini


Contrários ao grupo que pretende apagar a tocha olímpica durante a passagem por Curitiba, na próxima quinta-feira (14), manifestantes organizam uma marcha cívica em protesto contra a realização das Olimpíadas no Brasil, durante a passagem do fogo pela capital.

Pelo menos cinco movimentos organizam o ato: “Curitiba Contra a Corrupção”, “Patriotas Paraná”, “Vem pra Rua”, “República de Curitiba” e o grupo “Mais Brasil Eu Acredito”. A marcha deve começar às 10h30, em frente ao Museu Oscar Niemeyer. O local também é o ponto de partida da tocha olímpica, que começa o revezamento às 11 horas. Cerca de 70 pessoas confirmaram presença no evento no Facebook até a tarde desta segunda-feira (11).

A porta voz do movimento Narli Rezende, afirmou que apagar a tocha não é a melhor forma de protesto e questionou o dinheiro público gasto com o evento. “Devemos protestar por que tem um dinheiro enorme gasto, já está comprovado superfaturamento, ou seja, dinheiro público mal utilizado e muitas vezes utilizado em construções públicas de baixa qualidade, em um momento delicado que o Brasil atravessa. Se os políticos tivessem um pouco mais de dignidade eles não fariam a Olimpíada por conta dessa situação caótica que passa o Brasil” afirmou em entrevista à CBN Curitiba.

Tentativas de apagar a tocha no interior do Paraná

Primeira: Uma mulher foi presa ao tentar apagar a tocha olímpica, em Maringá, no noroeste do estado. Ela foi detida pela Guarda Municipal (GM), que informou que ela se aproximou do condutor da tocha e tentou apagar a chama com um cartaz onde estava escrito “Fora, Temer”. Após ser impedida de apagar as chamas pela Guarda Municipal e pelos seguranças, ela foi encaminhada para a delegacia da Polícia Civil. Ainda segundo a GM, ela participava de um protesto contra o governo de Michel Temer.

Ela foi autuada por tentativa de dano contra o patrimônio público e desacato a autoridade. Pagou fiança no valor referente à um salário mínimo e foi liberada.

Segunda: Em Cascavel um homem de 35 anos foi preso por tentar apagar a tocha com um extintor de incêndio.  O fato aconteceu logo após o início do revezamento, que contou com a participação de 42 pessoas, quando a tocha era conduzida pelo piloto automobilismo Pedro Muffato. O homem, identificado como Daniel Ferreira, chegou a acionar o extintor, mas foi impedido por agentes da Força Nacional.

Em entrevista, o homem afirma que a tentativa de apagar a tocha foi um protesto político, “contra o presidente interino Michel Temer e contra o golpe”. O manifestante também citou o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e questiona “como um homem comete tudo aquilo lá e está solto”. Segundo ele, o objetivo era apagar a chama e não ferir o condutor da tocha. Ele foi liberado após pagar fiança de R$ 1,5 mil.

Trajeto

O fogo olímpico chegou ao Paraná no dia 28 de junho. A primeira parada foi em Londrina, Norte do Estado. Na quinta-feira (30), a comitiva do revezamento percorre Matelândia, Medianeira, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu até chegar em Foz do Iguaçu. Em 2 de julho, o percurso é retomado e cruza os municípios de Céu Azul, Santa Tereza do Oeste, Realeza, Francisco Beltrão e Pato Branco, para mais um pernoite.

Em 14 de julho, depois de passar pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a tocha volta ao Paraná, entrando por São José dos Pinhais. No mesmo dia, segue para Curitiba, para a festa de celebração que se repetirá em todas as cidades de pernoite. Nos dias 15 e 16, é a vez dos municípios de Fazenda Rio Grande, Araucária, Campo Largo, Ponta Grossa (pernoite) e Castro.

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