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Marcha da Maconha legaliza erva no Centro de Curitiba

Nos espaços ocupados pelos cerca de cinco mil participantes, segundo organizadores, durante a Marcha da Maconha em Curit..

Narley Resende - 06 de maio de 2017, 18:05

Nos espaços ocupados pelos cerca de cinco mil participantes, segundo organizadores, durante a Marcha da Maconha em Curitiba, o objetivo da manifestação parecia alcançado na tarde deste sábado (6). A pouco metros de viaturas da Polícia Militar (PM) e Guarda Municipal (GM) que acompanhavam a marcha pelo centro da cidade, jovens, idosos, homens e mulheres fumavam maconha livremente.

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Com diversos adereços, batuques, composições e cantos, o grupo se reuniu por volta das 15 horas na Boca Maldita, Centro de Curitiba, e saiu em passeata a partir das "16h20" (espécie de código que indica a hora de se fumar maconha, "talvez em razão da posição dos ponteiros em relógios") rumo ao Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, no Centro Cívico.

O movimento mundial pede a legalização da maconha medicinal, recreativa, industrial e religiosa. Na capital paranaense, a 11ª edição da Marcha da Maconha foi batizada de “O sinal tá verde e o bonde tá passando”.

A ideia é uma referência às posições oficiais tomadas em países como o Uruguai, Holanda, seis novos estados dos EUA, e que ainda pretende atingir o Canadá, de legalizar o uso para diversos fins.

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"O apoio popular à legalização da maconha medicinal é maior do que nunca, mas acho que o Brasil caminha com passos mais lentos que a média mundial. Se a Indonésia, que condena à morte o tráfico de drogas, legalizou o uso da maconha medicinal", compara Pedro da Nobrega Bierzotti, um dos organizadores da marcha.

Em 2016, a manifestação reuniu 6,5 mil pessoas, e em 2015, "4,2 mil" (;D), de acordo com organizadores do ato.

Neste sábado, o evento acontece simultaneamente em várias cidades do Brasil e do mundo – como São Paulo, Nova Iorque (EUA), Londres (Inglaterra) e Roma (Itália).

Reação

Preocupada com o movimento, a Associação Paranaense de Psiquiatria, federada da Associação Brasileira de Psiquiatria, se posicionou contrária à legalização da maconha.

De acordo com nota divulgada à imprensa neste sábado (6), a associação se baseia em “comprovação científica da comunidade médica à respeito dos malefícios e efeitos nocivos do consumo regular da maconha para a saúde”. Leia o manifesto.

Pedro Bierzotti rebate a posição. "A gente acha que, com esse posicionamento, a Associação não tem olhado pesquisas sobre a farmacocinética (caminho que o medicamento segue no organismo de seres vivos) do 'tetra-hidrocanabinol' no organismo humano, não leram (cita diversos autores)", relaciona o manifestante.