Maternidade do Hospital de Clínicas de Curitiba está temporariamente fechada

Roger Pereira


Da BandNews FM Curitiba

Sem leitos disponíveis, a Maternidade do Hospital de Clínicas de Curitiba está temporariamente fechada para novos atendimentos. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 4, pela direção da instituição, que é vinculada à Universidade Federal do Paraná. O problema se deve à superlotação tanto do alojamento conjunto, onde ficam mães e bebês logo após o parto, como também da UTI Neonatal e do setor de Ginecologia e Obstetrícia.

Ao todo, são 69 leitos na Maternidade do HC. Desses, 18 pertencem à Ginecologia e Obstetrícia e 21 ao alojamento. A Superintendente do HC, Claudete Regiane, explica que a UTI Neonatal conta com 30 leitos e está com a situação mais delicada, já que está lotada com 33 recém-nascidos internados, a maioria em estado grave.

“O motivo principal é uma superlotação da UTI neonatal. O Hospital de Clínicas, na parte de atenção à saúde da mulher, nós atendemos o nível terciário da saúde, então toda a parte de obstetrícia, é de auto risco. Automaticamente, nós também teremos os bebês de auto risco, os bebês prematuros. E nós temos 25 leitos de UTI neonatal e quando foi fechado estávamos com 33 bebês. Sem condição de poder internar mais”.

A situação deve se manter enquanto os leitos estiverem todos ocupados, por medida de segurança. A normalização do serviço vai depender das altas médicas dos pacientes já internados. No entanto, não há uma previsão de quanto tempo isso pode levar. O trabalho de controle dos leitos é feito em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde.

“A gente tem uma conversa, várias vezes por dia, em que são colocadas as gestantes e bebês que não estão em situação tão grave que precise do atendimento do nível do HC com pacientes de outras unidades. Mas é tudo feito junto com a central de regulação da Prefeitura de Curitiba”.

Responsabilidade

A Superintendente ressalta ainda que os atendimentos de emergência não sofreram alterações. Os casos mais simples são acolhidos e tratados no pronto-atendimento, sendo liberados em seguida, enquanto as pessoas que precisam de internamento são encaminhadas a outros hospitais via Central de Leitos.

“Nós temos consciência da nossa responsabilidade médica. Então, mesmo com as portas fechadas, pessoas que aqui chegam em situação de emergência são atendidas. Então, esse número de atendimentos acima das nossas condições foi porque chegaram gestantes em situação de emergência, sem condições de remoção, que os bebês tiveram que nascer aqui”.

A Secretaria Estadual de Saúde também foi avisada do problema e está encaminhando os pacientes diretamente a outros estabelecimentos de saúde que prestem esse tipo de atendimento.

Previous ArticleNext Article
Repórter do Paraná Portal
[post_explorer post_id="429306" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]