Média diária de multas por velocidade cai em Curitiba

Narley Resende


Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba

Segundo levantamento divulgado ontem pela Superintendência Municipal de Trânsito, todos os dias 868 motoristas são flagrados transitando em excesso de velocidade nas ruas de Curitiba – os dados são dos sete primeiros meses deste ano. Foram consideradas as infrações por transitar com velocidade superior à máxima permitida em até 20% e em mais de 20% e até 50% – que correspondem historicamente a cerca de 99% do total.

Em todo o ano passado, considerando as mesmas infrações, essa média ficou em 968, ou seja, 100 a mais, de acordo com dados do Detran-PR das vias urbanas da capital (sem considerar as rodovias federais).

Para a nova Superintendente de Trânsito Rosângela Battistella (que assumiu o cargo há um mês), a queda não é significativa e os números devem ser ponderados. “A média continua bem alta, alguns equipamentos foram mudados de lugar e outros não estavam operando [como as 30 lombadas eletrônicas que foram retiradas para manutenção], então acredito que está a mesma coisa”, avaliou.

Battistella crê que a população ainda não está conscientizada sobre suas responsabilidades no trânsito. “O celular, por exemplo, já causa tantos acidentes quanto a velocidade e é um problema de todos na mobilidade urbana. Desde o motorista que dirige mexendo no aparelho até o pedestre desatento digitando uma mensagem”, explica.

Celular

Dirigir o veículo usando o telefone celular terminou 2016 como a 5ª infração mais cometida da capital. Em 2015, foi a 3ª. Até julho deste ano, contudo, era apenas a 8ª, com 18.563 autuações. Segundo Battistella, a queda é reflexo da redução “ano após ano” dos agentes de trânsito, já que vários se aposentam e os concursos, escassos, não fizeram a reposição necessária.

Não à toa, há dois meses o Detran-PR capacita a Guarda Municipal de Curitiba para fiscalizar o trânsito. A parceria com a prefeitura deve formar 350 guardas até o final deste ano e, assim, dobrar o nú- mero de agentes de trânsito municipais. “Com a atuação da GM, estas infrações com a questão do flagrante vão aumentar”, disse a superintendente.

EstaR

O EstaR (Estacionamento Regulamentado) também será impactado pela ação dos guardas. Os flagras no estacionamento rotativo são historicamente as segundas infrações de trânsito mais cometidas da capital, atrás de ultrapassar a velocidade máxima permitida em até 20%. No ano passado foram 116.622 multas e até julho deste ano 69.883.

Para um futuro breve, a prefeitura estuda adotar o EstaR eletrônico, tanto para facilitar o pagamento dos motoristas quanto a fiscalização por parte dos agentes. Em 2014, na antiga gestão, vários testes chegaram a ser feitos, mas o talão se manteve soberano. “Desta vez vai acontecer”, garantiu Battistella.

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