
Desfile em Curitiba recebe 40 mil pessoas
Narley Resende
07 de setembro de 2017, 09:00
Cristina Seciuk, CBN Curitiba O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região conseguiu na Justiça um in..
Redação - 07 de setembro de 2017, 12:09
Cristina Seciuk, CBN Curitiba
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O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região conseguiu na Justiça um interdito proibitório para evitar prejuízos com as paralisações que vem sendo realizadas pelos motoristas e cobradores.
A decisão é da juíza da 3ª Vara do Trabalho de Curitiba, Ana Gledis Tissot Benatti, e determina, liminarmente, que o Sindicato dos Trabalhadores não impeça o acesso dos motoristas, cobradores e também dos passageiros, aos ônibus ou empresas de transporte.
No despacho, a juíza afirma que a intenção da medida é garantir ao sindicato das empresas o direito de propriedade, dado “o justo receio de ser molestado na sua posse”.
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Entretanto, ainda na decisão, Ana Gledis Tissot Benatti destaca que a medida postulada não deve impedir o livre exercício de greve, constitucionalmente garantido. Pelo texto, dentro dos limites legais, estão vedadas as manifestações e atos de persuasão dos grevistas que impeçam o acesso ao trabalho ou que causem ameaça ou dano à propriedade ou à pessoa.
Em caso de descumprimento, o sindicato dos trabalhadores fica sujeito a multa, com valor estabelecido de R$ 500 ao dia.
A medida do Setransp foi apresentada depois do primeiro protesto realizado pelo profissionais para cobrar mais segurança, na terça-feira (05). Naquele dia as empresas afirmaram que integrantes do Sindicatos dos motoristas e cobradores teriam sequestrado coletivos para levá-los aos locais de protesto, além de barrar a passagem de ônibus que seguiam circulando ou forçar o desembarque de passageiros. Todas práticas negadas pelo Sindimoc.
Marcados em protesto contra violência da qual já foram vítimas ao menos seis profissionais em menos de um mês e meio, as paralisações da categoria serão retomadas após o feriado prolongado, na segunda-feira, com duas paralisações gerais de uma hora, às 9h e às 15h. O cronograma de protestos deve se estender até o dia 20 de setembro.
Cronograma de paralisações completo: