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Ministério do Trabalho identifica 800 mil infrações trabalhistas no transporte público de Curitiba

Por Andressa Tavares, da CBN Curitiba.O Ministério do Trabalho identificou quase 800 mil infrações trabalhistas praticad..

Mariana Ohde - 01 de julho de 2016, 09:07

Foto:Maurilio Cheli/SMCS (arquivo)
Foto:Maurilio Cheli/SMCS (arquivo)

Por Andressa Tavares, da CBN Curitiba.

O Ministério do Trabalho identificou quase 800 mil infrações trabalhistas praticadas nos últimos cinco anos pelas empresas do transporte público coletivo de Curitiba. Motoristas e cobradores sem registro na carteira de trabalho; funcionários exercendo funções no período destinado às férias; intervalos de descanso não respeitados, folgas semanais não concedidas. Estas foram as principais infrações identificadas em auditoria realizada nas empresas.

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Foram contabilizadas 788.458 infrações à legislação trabalhista no período de julho de 2011 a janeiro deste ano. A fiscalização, que aconteceu também em outras cidades do país, foi motivada pelo grande número de afastamentos de motoristas e cobradores no setor de transportes do Brasil. Curitiba registrou a sétima maior taxa de afastamento - são 2,77 mil ocorrências em média por ano.

Segundo o auditor fiscal, Jansen Lima e Silva, ficou constada a falta de preocupação, por parte das empresas, em relação à saúde e á segurança dos motoristas e cobradores. Frente aos dados, o erro de gestão é inegável, avalia o auditor. "Falta uma melhor gestão de saúde e segurança do trabalho e falta um melhor controle de jornada de trabalho de motoristas e cobradores, o controle é muito deficiente. E se você tem um motorista cansado, fadigado, em excesso de jornada, isso pode refletir em uma prestação de serviço pior. Pode causar desatenção. A fadiga atua diretamente na atenção, isso pode, eventualmente, gerar até um acidente", alerta.

As 29 empresas de transporte coletivo que operam na cidade e região metropolitana foram autuadas nesta semana. Elas têm um prazo de dez dias pra apresentar defesa. O advogado de defesa compareceu à coletiva em que foram apresentados os números na Superintendência Regional do Trabalho, mas não quis se manifestar.

A Urbs informou que recebeu os números com preocupação. O diretor de transportes, Daniel Andreatta, diz que medidas devem ser tomadas, mas não deu detalhes, porque os procedimentos ainda devem ser definidos. "Precisamos deixar claro que essa gestão foi a primeira que exigiu das empresas e vem exigindo os indicadores de qualidade. Nos descontamos das empresas cinco indicadores de qualidade que não eram descontados anteriormente. Precisamos analisar o que foi dito pelos auditores", afirma, garantindo que serão tomadas providências para que os problemas não voltem a acontecer.