Motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba aprovam indicativo de greve

Mariana Ohde


Com CBN Curitiba

Motoristas e cobradores de ônibus da Grande Curitiba aprovaram um indicativo de greve para o dia 1º de dezembro, caso a primeira parcela do 13º salário dos trabalhadores não seja paga dentro do prazo previsto em lei, que termina em 30 de novembro.

Os trabalhadores realizaram assembleias em frente a algumas empresas de Curitiba e região metropolitana na madrugada desta sexta-feira (25). Um dos assuntos discutidos foi o pagamento. Há risco que o repasse não seja feito dentro do prazo e, neste caso, seria o quinto ano consecutivo com atraso. Por este motivo os trabalhadores já aprovaram o indicativo de greve, segundo Anderson Texeira, presidente do Sindimoc, o sindicato da categoria.

“Se infelizmente não chegarmos a um denominador e este direito dos trabalhadores não for respeitado, nós vamos ter que cumprir o indicativo de greve e fazer greve, se necessário, para garantir estes direitos”, explica.

Mas apesar da decisão, a ideia é evitar a paralisação. A categoria pretende negociar com a classe patronal para que o pagamento seja feito sem atraso. O Setransp, o sindicato das empresas de ônibus, já solicitou uma audiência no Ministério Público do Trabalho. O Sindimoc confirmou que vai participar do encontro, mas disse que não descarta acionar a Justiça para garantir o pagamento dentro do prazo. “O nosso objetivo, tanto da categoria, que foi deliberado hoje na assembleia, quanto do sindicato, é trabalhar para que este pagamento seja feito na data prevista”, afirma.

As assembleias feitas pelos motoristas e cobradores fazem parte de uma mobilização nacional, promovida pela Força Sindical, contra as medidas propostas pelo governo de Michel Temer que envolvem direitos trabalhistas. Segundo o Sindimoc, houve atraso de 15 a 20 minutos na saída dos ônibus de algumas empresas. A situação foi normalizada por volta das 6h.

A assessoria de imprensa do Setransp informou que de fato os empresários estão preocupados com a falta de dinheiro para quitar o 13º e outros benefícios dos trabalhadores. Por isso, solicitou a audiência no MPT para chegar a um consenso com os funcionários. O Setransp argumenta que as dificuldades financeiras são reflexo de uma projeção da Urbs, que superestima o número de passageiros no transporte coletivo de Curitiba.

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Repórter no Paraná Portal
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