MST diz que fica até definição de Temer

Redação


Insatisfeitos com o governo federal, 1,2 mil trabalhadores do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) prometem ficar ‘por tempo indefinido’ acampados em frente à sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) na Rua Doutor Faivre, Centro do Curitiba. Ele chegaram ao local na quarta-feira, mesma data em que foram exonerados oito superintendentes do instituto pelo Brasil, inclusive o do Paraná, Nilton Bezerra Guedes.

Antes, o governo Temer já havia extinguido o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), cujas funções passaram as ser subordinadas à Casa Civil.

“A extinção teve impacto direto na reforma agrária do Brasil”, reclama Simone Rezende, da coordenação do MST do Paraná. “Há uma politica nacional de sucateamento e de retirada de prioridade do Incra”, completou.

Por enquanto, o órgão no Estado está sem comando, sendo interinamente presidido pelo vice Ornar Gauza. Ontem os funcionários paranaenses fecharam uma lista tríplice com nomes escolhidos para a próxima presidência. Eles querem que seja escolhido um funcionário de carreira, como determina um decreto federal de 1999. Ainda não há decisão, no entanto, de nível federal. 

Centro

O acampamento do MST ocupa uma quadra intei-ra na rua Doutor Faivre e o Incra cedeu parte da sua garagem para que ela sirva como cozinha para os acampados. Ontem ocorreu uma reunião com o vice para tratar de melhorias nos assentamentos.

A prefeitura de Curitiba disse que não vai tentar dispersar o acampamento, medida que caberia ao Incra pedir.

(Metro Jornal Curitiba)

Previous ArticleNext Article