Mudança em sistema de lixo renova tratamento, mas preocupa trabalhadores

Narley Resende


Lenise Klenk, BandNews FM Curitiba

A população de Curitiba pode enviar até 14 de setembro comentários e sugestões para o novo modelo de coleta e transporte de resíduos da cidade. Depois da consulta pública, a Prefeitura lança um edital de concorrência internacional para selecionar a empresa que vai prestar o serviço nos próximos 15 anos.

Moradores de Curitiba, representantes de associações e de trabalhadores participaram nesta terça-feira (16) da audiência pública de apresentação do projeto de parceria público-privada, uma PPP, que prevê os detalhes do novo modelo. A sessão foi marcada por uma manifestação de trabalhadores que atuam na limpeza e coleta de lixo.

Eles ocuparam quase a metade do auditório do Mercado Municipal de Curitiba. O Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação (Siemaco) apresentou uma proposta que prevê garantias aos trabalhadores. Entre as sugestões, está a de que a empresa vencedora da licitação contrate os cerca de 2.500 profissionais que hoje são funcionários da Cavo, atual prestadora dos serviços.

O secretário Municipal do Meio Ambiente, Renato Lima, diz que o edital de licitação vai prever uma recomendação para que a empresa vencedora incorpore os trabalhadores que já atuam no setor.

O novo modelo de gestão do lixo foi desenvolvido com a consultoria da IFC, International Finance Corporation. A proposta prevê um mecanismo de pagamento baseado em desempenho. A empresa vai ser descontada em caso de falhas e bonificada se aumentar as taxas de reciclagem.

Segundo o secretário Renato Lima, vai vencer a licitação a empresa que comprovar competência técnica e apresentar a proposta de menor valor. O custo tem que ser inferior aos R$ 240 milhões gastos atualmente por ano pela Prefeitura de Curitiba.

Reciclagem

A meta o Município é aumentar as taxas de reciclagem de modo a reduzir o volume de resíduos destinados a aterros sanitários, para 10% em 20 anos. Isso significa diminuir passar das atuais mil e oitocentas toneladas enviadas por dia ao aterro para duzentas toneladas diárias.

As coletoras Ana Pereira, de 57 anos, e Cleidiane Pires Ramos, de 27, estiveram na audiência pública e ficaram mais tranquilas ao saber que vão continuar tendo uma fonte de renda. Elas trabalham na Cooperativa EcoCidadão, no bairro Tatuquara.

A Parceria Público Privada também prevê recursos adicionais de R$ 2,5 milhões por ano para apoiar ações de cooperativas de coletores de recicláveis. A empresa vencedora ainda vai ter que investir em campanhas de conscientização da população e educação ambiental.

A expectativa é de que o novo serviço comece a funcionar no primeiro semestre do ano que vem. Em 2017, a Prefeitura vai abrir outra licitação, para contratação de uma empresa que vai ficar responsável pelo tratamento de resíduos.

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