Município diz querer regulamentar o Uber

Narley Resende


Metro Jornal Curitiba

Mesmo sem dar prazos e nem detalhes, o secretario municipal de finanças Vitor Puppi adiantou, em audiência quarta-feira na Câmara Municipal, que a prefeitura está criando uma norma para que os aplicativos de transporte passem a operar regularmente na cidade. “A prefeitura tem estudos internos já bastante avançados para regulamentar a questão”, contou.

Puppi ponderou que “não há definição (sobre como fazer), mas há interesse” que essa questão avance.

“Pessoalmente, me parece que esses aplicativos já são uma realidade e que no mínimo deve haver uma regulamentação”, completou.

O secretario ainda sugeriu que a legalização pode trazer resultados positivos para os cofres das prefeitura. “São Paulo arrecadou uma quantia muito significativa com o Uber. Eles fazem a cobrança por preço publico, (aqui) não dependeria de lei, poderia ser por um decreto”, completou.

Protestos

Os motoristas do Uber realizaram na quarta-feira um protesto pelas ruas da cidade, pedindo que o serviço passe a operar legalmente. Eles ainda reclamam que a Setran (Secretaria de Transito) tem feito uma série de blitze, aplicando multas na rodoferroviária e no shopping Mueller, por exemplo.

Já dois dias antes foram o taxistas que se mobilizaram em carreata. Recebidos pela prefeitura, eles ganharam o compromisso de um aperto na fiscalização ao transporte irregular. A prefeitura ainda prometeu dar início a uma campanha incentivando o uso dos táxis. A ação já está nas ruas em 700 mobiliários urbanos.

Câmara

O tema divide vereadores. Jairo Marcelino (PSD), representante histórico dos taxistas, chama o Uber de ‘transporte pirata’ e pede a proibição. Já o líder do prefeito, Pier Petruzziello (PTB), é favorável à regulamentação do aplicativo.

“Tanto eu como o vereador Bruno (Pessuti, autor de um projeto de lei para a regularização) sempre fomos a favor da democracia e do trabalho. Nós estaremos imbuídos de tentar contribuir com a vinda do Uber, melhorar a condição de trabalho”, disse.

No ano passado um projeto de lei foi protocolado para tentar regularizar o serviço. Sem apoio da prefeitura, o texto caducou. Neste ano um novo projeto foi proposto.

Empresas de ônibus seguem com passageiros em queda

Entre 2016 e 2017 a queda no número de passageiros de ônibus no Brasil foi de 8%, apontou um estudo do Instituto FSB Pesquisas feito em 225 empresas, em 115 municípios, de 23 de março a 12 de maio. Em Curitiba e Região a situação não é diferente, diz o diretor-executivo das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Luiz Alberto Lenz César. “O cenário é desafiador”, resume.

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