Grande Curitiba e Litoral
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Museu do Olho, o santuário das artes no coração das crianças de Curitiba

Por Pedro RibeiroA algazarra das crianças subindo a rampa nos chama a atenção. Uniformizadas, ordenadas e monitor..

Pedro Ribeiro - 30 de março de 2017, 11:03

foto juliana (2)

Por Pedro Ribeiro

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A algazarra das crianças subindo a rampa nos chama a atenção. Uniformizadas, ordenadas e monitoradas por professores, dezenas de alunos de uma escola do ensino primário e fundamental de Curitiba, em grupos de 10 a 15, fazem uma parada obrigatória no grande salão – hall de entrada – do maior ícone, hoje, da cultura paranaense: Museu Oscar Niemayer – o Museu do Olho - instalado no Centro Cívico da capital do Estado do Paraná. Dali, com guias e seguranças, seguem faceiros pelas entranhas do santuário das artes, com um olho nas telas, outro nas esculturas e diferentes instalações. Antes, porém, correm todas para ver o espelho d'água que poderia simbolizar as lágrimas do grande olho do arquiteto de dois séculos.

Curiosos, perguntam de tudo e sobre tudo. Este é o termômetro da diretora-presidente do MON, Juliana Vellozo Almeida Vosnika que interrompe sua conversa com jornalistas para estampar um sorriso e dizer que aquelas crianças são as principais divulgadoras do MON. “São elas que chegam em casa e, ao contar para seus pais, irmãos, tias e avós, o que viram, praticamente os intimam à uma visita. Opa! Suspira...no ano passado registramos um público de 300 mil pessoas e quase alcançamos o MASP, de São Paulo, que contabilizou 400 mil”.

Parada obrigatória de turistas e de fotógrafos profissionais e amadores de todo o planeta, o MON chama a atenção pela imponência. É maior museu de arte da América Latina e eleita a construção mais bonita da capital paranaense, diz Juliana Vosnika, uma jovem que tem, em suas mãos, um ds maiores patrimônios público e histórico do Brasil. É o quarto melhor museu do Brasil e o sexto da América do Sul, além de sustentar um dos melhores do ranking das exposições mais visitadas do mundo.

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No MON Café, ponto de encontro de formadores de opinião, visitantes e políticos, o empresário, o publicitário e chef Flávio Frenkel, que assumiu o café nos dá uma breve aula sobre culinária, em especial sobre os pratos, sanduwiches e tortas que serve no almoço e nos finais de tarde. O chá de gengibre caiu no sabor do pequeno grupo de jornalistas presentes à mesa com as assessoras de imprensa, Simone Mattos e Glaci Ito.

Após uma breve conversa com a entusiasmada Juliana Vosnika, fomos fazer uma visita ao MON. O jornalista e historiador, José Wille, foi o fotógrafo da tarde, registrando a maioria das peças expostas. Conhecemos também, através do guia, um pouco da história e vida do arquiteto, Oscar Niemayer, autor do monumento.

Em uma sala especial, as imagens do fotógrafo Nani Góis nos mostram todo o processo da construção, desde os primeiros tijolos à pintura final. Fechamos com um presente especial: obra de Paulo Leminski.

museu crianças

O que tem no olho

- 12 salas de exposição aberto ao público de terça a domingo (quartas-feiras gratuita) com cerca de 20 exposições/ano

- Programa educativo dedicado a aproximação da arte, estímulo a reflexão e formação de público. - - Uma média de 45.000 agendamentos a cada ano

-Completo serviço de guias e orientações aos visitantes

-Acervo digital com informações sobre as obras do acervo.

- Aplicação de legendas em braile na bancada de réplicas

-Oficinas artísticas