Nasa visita projeto de monitoramento do Aedes aegypti no litoral do Paraná

BandNews FM Curitiba


Uma equipe de representantes da Nasa vem ao Paraná nesta semana para avaliar um projeto de coleta de dados sobre o Aedes aegypti. O mosquito transmite doenças como a dengue, a zika e a febre chikungunya e virou motivo de estudo depois da epidemia registrada no Estado, principalmente no litoral, entre 2016 e 2017.

Professor-doutor de Ciências, Rodrigo Reis, do Programa Laboratório Móvel de Educação Científica da Universidade Federal do Paraná – Litoral, é quem fala sobre a expectativa para essa visita.

“São representantes de um projeto educacional da Nasa, onde as escolas produzem ciência. Elas produzem conhecimento científico que ficam disponíveis em uma plataforma para quem quiser utilizar. Os professores das escolas trabalharam na base de projetos, com uma série de processos científicos a serem utilizados e os dados são comparados com dados do mundo inteiro. No ano passado eles vieram e lançaram aqui no Brasil, aqui em Paranaguá também, um protocolo novo para mapeamento dos hábitos do aedes”.

O Globe Brasil é desenvolvido em parceria com a Agência Espacial Brasileira e, no Paraná, também em conjunto com a UFPR. O objetivo da iniciativa é promover o interesse das pessoas pela ciência, formar cidadãos conscientes em relação ao meio ambiente e apoiar professores no trabalho com temas relacionados.

“A ideia inicial do projeto é que professores das escolas possam usar uma ferramenta, que é um aplicativo de celular, junto a um banco de dados na internet para desenvolve projetos e trabalhar o ensino de ciências a partir da realidade dos estudantes. Os de Paranaguá vão poder trabalhar a questão da dengue a partir da realidade onde eles estão inseridos. Nesse retorno, nos dias 22 e 23 no Paraná será verificado e analisado os trabalhos que já foram feitos e o desenvolvimento de  um plano de ação para o próximo ano”, explicou.

Outra tarefa da Nasa em solo paranaense é premiar os vencedores de uma feira virtual de ciências realizada no âmbito do Programa Globe que pode explicar, ao menos em parte, a razão pela qual a dengue se tornou um problema tão sério em Paranaguá.

“O projeto que as crianças desenvolveram com os professores eles colocavam o ovo do mosquito para eclodir em diversos tipos de água: água com soja, água com fertilizante e água com fertilizante + soja. Eles observaram que na água de fertilizante + soja o mosquito completa o ciclo de vida mais rápido. É uma realidade que existe em Paranaguá, devido aos farelos de soja e fertilizantes o que pode fazer com que os mosquitos tenham um ciclo de vida mais rápido na região”, explicou.

Mais uma vantagem do projeto é o de disponibilizar os dados na plataforma para toda a comunidade internacional. Desta forma, é possível analisar as informações distribuídas no tempo e no espaço e, assim, saber onde há mais e menos mosquitos. Além de Paranaguá, o Globe é realizado também no Rio de Janeiro, capital, e em São José dos Campos, interior de São Paulo.

Previous ArticleNext Article
em 20 minutos tudo pode mudar
[post_explorer post_id="511292" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]