Novos coletivos exigem obras de desalinhamento

Andreza Rossini


Repórter Thiago Machado do Metro Curitiba

Em lento processo de implantação desde 2012, a linha do ligeirão Norte-Sul, entre o Santa Cândida-Capão Raso deve sair do papel só pela metade, pelo menos até o começo do ano que vem.

Firmado entre a prefeitura e as empresas de ônibus da capital na terça-feira, um acordo prevê a compra de 25 ligeirões para o trecho, mas com a circulação restrita apenas até a Praça do Japão. O trajeto do Ligeirão Norte-Sul foi aumentado na gestão de Rafael Greca (PMN).

A linha ligaria 27 estações-tubo em cinco terminais: Santa Cândida, Boa Vista, Cabral, Portão e Capão Raso, enquanto a ideia inicial era de que ela fosse apenas até a estação Bento Viana. A gestão anterior realizou as obras até a estação Bento Vianna, mas acabou recuando depois que moradores se mobilizaram contra a diminuição da Praça da Japão.

O projeto, depois congelado, previa a construção de uma faixa para a circulação do coletivo cortando a praça. A prefeitura diz agora que “as obras de desalinhamento vão continuar até o Capão Raso” e que o “projeto está sendo estudado pelo Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba).

Em julho foram obtidos os recursos federais para as três primeiras estações do linha Norte-Sul, entre a Praça do Japão e o Capão Raso. Não há prazo, no entanto, para as obras.

O acordo

Além da compra dos ligeirões o acordo com as empresas prevê a extinção de 23 ações na Justiça. O município também aceitou criar um grupo para recalcular as projeções anuais de passageiros – como os números são superestimados nas planilhas, as empresas acabam recebendo a menos. O termo ainda terá que ser homologado pela Justiça.

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