Núcleo ocupado tem água e luz cortados e estudantes prometem ocupar novas escolas

Andreza Rossini

O Núcleo Regional de Educação (NRE) do bairro São Francisco, em Curitiba, ocupado por estudantes que protestam contra a reforma do ensino médio e Proposta de Emeda à Constituição (PEC) 241, teve o abastecimento de água e energia cortados na manhã desta terça-feira (1). A Polícia Militar está no local e, de acordo com os estudantes, impede a entrada de alunos com alimentos. Os alunos estão no local desde segunda-feira (31).

Não foi expedido mandado de reintegração de posse no local.

A ParanáPrevidência negou, por meio da assessoria de imprensa, ter pedido o corte de água e luz ou auxílio da PM. A Procuradoria-Geral do Estado foi procurada, mas não respondeu aos questionamentos do Paraná Portal até a divulgação desta reportagem.

ocupaparanaNo Facebook o movimento Ocupa Paraná informou que pretende manter as ocupações nas escolas do estado e voltar a entrar nas escolas que já foram desocupadas.


Conforme acordado na última sexta-feira entre estudantes, Ministério Público e Procuradoria Geral do Estado, a ocupação deve permanecer pelo menos mais esta semana no Colégio Estadual do Paraná (CEP), o maior do estado. Cerca de 30 colégios ainda seguem ocupados na capital.

O Presidente da União dos Estudantes Secundaristas, Matheus Santos, confirma as informações. “Não estão deixando as pessoas entrar. A galera está sem água, sem luz e sem mantimentos. As escolas continuam sendo ocupadas. A galera se indigna com essas ações. Conversei com o pessoal do governo e eles disseram que a ordem não saiu de la”, afirmou.

Mais informações em breve.


 Medidas contra ocupações no Brasil

Por: Fernando Garcel

Em Brasília, o juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), determinou o corte de energia elétrica, fornecimento de água, entrada de alimentos, restringiu a entrada de amigos e parentes e autorizou o uso de “instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono” de estudantes que estão nas escolas ocupadas.

“Como forma de auxiliar no convencimento à desocupação, autorizo expressamente que a Polícia Militar utilize meios de restrição à habitabilidade do imóvel. Da mesma forma, autorizo que restrinja o acesso de terceiros, em especial parentes e conhecidos dos ocupantes, até que a ordem seja cumprida. Autorizo também que impeça a entrada de alimentos. Autorizo, ainda, o uso de instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono. Tais autorizações ficam mantidas independentemente da presença de menores ocupantes no local, os quais, a bem da verdade, não podem lá permanecer desacompanhados de seus responsáveis legais”, despachou o juiz.

A decisão foi proferida pelo magistrado na noite do último sábado (30). No despacho, o juiz também determinou que os estudantes fossem identificados e que fosse lavrada certidão sobre o cenário da ocupação e o número de pessoas presentes.

Post anteriorPróximo post