Operação para votar pacotaço na Ópera de Arame custou R$ 101 mil

Andreza Rossini


Com Metro Curitiba

A votação da primeira parte do pacote de austeridade do prefeito Rafael Greca (PMN), transferida para a Ópera de Arame para evitar invasões dos servidores em protesto, custou R$ 101.361 aos cofres públicos, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (Sesp).

A informação do esquema montado no último dia 26, foi divulgada na segunda-feira (3).

O valor é referente às diárias e alimentação dos policiais militares que foram deslocados do interior para a capital. Nos dois principais dias da operação trabalharam 1.061 e 938 PMs, respectivamente.

Projetos

Na ocasião os vereadores aprovaram quatro projetos que tramitavam em regime de urgência:  o que altera a previdência dos servidores municipais (005.00194.2017), a que adia de 31 de março para 31 de outubro a data-base e congela o plano de carreiras do funcionalismo (005.00196.2017), a que autoriza o leilão das dívidas adquiridas até 2016 (005.00198.2017), e a que propõe a Lei de Responsabilidade Fiscal do Município (002.00020.2017).

Eles já foram aprovados por Greca.

Confronto

Dezenas de pessoas teriam sido agredidas e pelo menos 24 ficaram feridas durante um confronto entre manifestantes e Policiais Militares, na segunda-feira (26), durante a votação do pacote de ajuste fiscal da Prefeitura de Curitiba, na Ópera de Arame.  Três servidores foram presos; um por desacato e desrespeito à área destinada a assessores, outro por portar spray de pimenta e um com cocaína.

Os servidores já haviam entrado em confronto com os policiais no último dia 20, na Câmara, para evitar a votação dos projetos.

Confusão

Logo após o início da votação, um princípio de confronto teve início fora da Ópera de Arame. Servidores romperam o primeiro bloqueio policial e conseguiram derrubar algumas grades. Houve um empurra-empurra e os policiais precisaram intervir.

Os policiais recuaram e os trabalhadores conseguiram se concentrar já na entrada da Ópera de Arame. Por volta das 10h30, após receberem a informação da aprovação do primeiro projeto em pauta, um novo confronto começou e três servidores foram presos. Segundo a Sesp, um por desacato e desrespeito à área destinada a assessores, outro por portar spray de pimenta e um com cocaína.

Por volta das 11h10, outro confronto teve início, dessa vez com mais violência. Servidores e policiais entraram em luta corporal e bombas foram lançadas para dispersar o manifesto.

A SESP informou que, até às 11h50, seis pessoas ficaram feridas: um manifestante (com ferimento na perna) e cinco policiais (feridos com pedradas, sendo que um deles foi encaminhado para o Hospital Evangélico).

Em resposta, professores, profissionais da saúde e demais servidores queimaram jalecos no meio da rua.

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