Pesquisa busca informações sobre como curitibanos convivem com a aranha-marrom

Mariana Ohde


Um estudo desenvolvido na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) está analisando como os curitibanos convivem com a aranha-marrom, espécie comum na capital e conhecida pelo veneno potencialmente letal. A pesquisa é de autoria da graduanda do curso de Ciências Biológicas Fernanda Schneider, sob a orientação da professora Marta Fischer.

A aranha-marrom tem uma picada indolor, mas grave e que traz como sintomas as bolhas, inchaço e dor no local. No ano passado, cerca de 3.800 pessoas foram picadas no Paraná. Neste ano, já são 961 casos, de acordo com dados da Secretaria de Saúde.

Mas será que existe uma forma de combater a aranha-marrom? A professora do curso de ciências biológicas da PUC-PR, Marta Fischer, afirma que sim, mas que isso pode envolver uma mudança de hábitos.

“Algumas aranhas que aparecem dentro de casa são predadoras da aranha-marrom. Principalmente aranhas que constroem teias expostas – as teias da aranha-marrom são escondidas. Aí a nossa pergunta era: as pessoas vão limpar a casa porque têm medo de aranha, são orientadas a matar aranhas e tirar as teias. Mas elas podem estar tirando as teias de outras aranhas que potencialmente contribuiriam para ter menos aranha-marrom na casa e diminuir os riscos de acidentes”, explica.

Questionário sobre a aranha-marrom

Para coletar informações como esta, um questionário está disponível na internet. “Ele visa descobrir isso: se a pessoa consegue identificar a aranha-marrom, se ela consegue identificar as teias das aranhas, diferenciar, se elas têm medo de aranha, como fazem o controle. E, principalmente, se fosse dada essa orientação para elas manterem as teias, qual seria o posicionamento delas”.

A partir desta etapa do levantamento, a pesquisa pretende avançar para outras frentes e propostas para tentar diminuir os números de casos de picada de aranha-marrom na capital.

O link para responder o questionário está disponível no site.

De acordo com a estudante Fernanda, a participação de todos na pesquisa é importantíssima. “É fundamental que o maior número de pessoas contribuam com a pesquisa. Assim, podemos traçar esse perfil e assim subsidiar ações associando ferramentas como a Bioética Ambiental para promoção da Saúde Global, áreas de atuação do grupo de Pesquisa em Bioética Ambiental, liderado pela professora e associado com o Mestrado em Bioética da PUC-PR”, explica.

 

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Repórter no Paraná Portal
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