Pesquisa quer monitorar o Aedes aegypti na capital durante o inverno

Fernando Garcel


Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba

Cerca de 100 agentes da saúde fazem uma varredura em todos os bairros de Curitiba para verificar o nível de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya desde segunda-feira.

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A pesquisa chamada de LIRAa (Levantamento Rápido do índice de Infestação por Aedes aegypti) vai durar um mês e passar por 25.857 imóveis da cidade, que foram sorteados aleatoriamente.

Até o ano passado, o LIRAa era feito somente em outubro, mas por uma determinação do Ministério da Saúde o município vai fazer duas edições neste ano, uma agora no inverno e outra em outubro. “É importante que os curitibanos saibam que este monitoramento está sendo feito nesta época do ano e permitam a entrada dos agentes nos domicílios. Em cada imóvel, serão feitas pesquisa larvária, coleta de amostras, eliminação de focos, além das orientações sobre o controle do mosquito”, disse a bióloga do Programa Municipal de Controle do Aedes, Tatiana Robaina. Os agentes vão estar uniformizados e identificados.

No levantamento do ano passado, a capital teve índice inferior a 1%, considerado satisfatório. índices entre 1% e 3,9% indicam situação de alerta e superiores a 4% são interpretados como surto do mosquito. A pesquisa é importante para direcionar estratégias no combate ao mosquito nas regiões mais críticas.

Casos
Até o último boletim do dia 8, Curitiba registrou 493 casos de dengue neste ano (469 importados e 24 autóctones), o último foi o único do mês passado. O pico da dengue aconteceu em fevereiro, quando 161 casos importados e outros 9 autóctones foram confirmados. Duas pessoas morreram por causa da doença e o último caso de hospitalização ocorreu na 2ª quinzena de abril. Também foram registrados 38 casos de zika (30 importados e 8 autóctones) e 14 importados de chikungunya. Ao todo foram encontrados 366 focos do Aedes aegypti na cidade.

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