População pede controle de ratos no Centro de Curitiba

Andreza Rossini


Da BandNews Curitiba

O controle de roedores é uma das prioridades para os moradores, comerciantes e trabalhadores do Centro de Curitiba. É isso, pelo menos, o que mostra o sistema de consultas públicas da Prefeitura, que servirá de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual de 2018. De acordo com o coordenador da Unidade de Vigilância e Zoonoses da capital, Juliano Ribeiro, a presença de ratos e ratazanas na região não é novidade, principalmente em horários de pouco movimento.

Ele explica que o trabalho da Prefeitura não foca exatamente na redução do número de animais, mas com foco no mapeamento de risco de transmissão da leptospirose.

“Na região central não tem o caso de leptospirose, mas é uma área considerada de risco. Sabemos que já houve caso em animais como cachorros e em humanos, local que existe bastante alagamentos”, afirmou.

Ele esclarece que apenas três casos de leptospirose foram confirmados na região central até agora. Com isso, o trabalCho acaba direcionado para localidades mais expostas.

O coordenador fala sobre as limitações que a Prefeitura tem especialmente em áreas de grande densidade populacional, e sobre o papel de cada um para melhorar esse cenário.

“Nós usamos dois tipos de produto químico. Um que é o bloco palatinado e o outro que é pó de contato. O bloco não tem atrativos para ratazanas, que tem outros atrativos deixados pela população, como pipoca e restos de alimento. O pó eu não posso colocar porque pode contaminar outros animais e até mesmo seres humanos”, disse.

A  presença de roedores no Centro não seria, sozinha, a única razão para preocupação. Ocorre que, na região, as inundações também são comuns sobretudo nas galerias fluviais, e esses dois fatores juntos é que representam um risco adicional à saúde.

A leptospirose aparece quando a água da enchente é contaminada com urina de rato, e Juliano Ribeiro afirma que, quando alguém se depara com um animal desse tipo em casa ou no trabalho, a melhor atitude a ser tomada é pensar sobre o motivo disso, e não apenas matar o bicho. “Não dar acesso a água, alimento e moradia”, alertou.

Há também que se considerar a capacidade que ratos e ratazanas têm de perceber riscos iminentes. Muitas vezes, quando um desses animais volta para o ninho e morre, os demais abandonam o local e migram para outro mais seguro.

A Prefeitura pede que as pessoas informem sempre a presença de roedores via Central 156. Para casos específicos, equipes são deslocadas para avaliar as condições do ambiente. Ao longo de 2016, foram 2.173 reclamações.

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