Prefeitura quer usar verba do metrô para outras finalidades

Mariana Ohde


Por Bruno Brugnolo, do Metro Curitiba

O secretário municipal de Governo, Luiz Fernando Jamur, se reúne nesta sexta-feira (27) com técnicos do Ministério das Cidades e membros da Caixa Econômica Federal, em Curitiba, para discutir projetos na área de mobilidade para a capital.

Entre os assuntos estão as alternativas para utilizar a verba do metrô, que foi oficialmente descartado no último dia 30, quando o governo federal publicou uma portaria retirando a obra – dentre várias outras pelo país – do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“A medida é exclusiva ao projeto do metrô, já que passou muito tempo e ele não foi licitado pela antiga gestão. Estamos negociando com o ministério no sentido de manter esse R$ 1,8 bilhão para outros projetos na mesma área”, afirmou Jamur.

O valor era a parte que a União iria investir no projeto, inicialmente orçado em R$ 4,7 bilhões e que depois passou para R$ 5,5 bi. Um mês antes de tomar posse, durante a transição, o prefeito Rafael Greca (PMN) foi à Brasília conversar com o presidente Michel Temer (PMDB) e o ministro das Cidades Bruno Araújo (PSDB) para não perder a verba.

Na época disse que com o dinheiro concluiria a Linha Verde entre Fazenda Rio Grande e Colombo, além da reforma de 13 terminais de ônibus, a construção de 29 trincheiras, sendo 9 na Linha Verde e as outras dentro da cidade, além da implantação de um BRT entre Araucária e o Boqueirão.

Outras do PAC Segundo Jamur, outras duas obras do PAC da Mobilidade que venciam no fim do ano passado foram prorrogadas por mais seis meses a pedido do prefeito: a requalificação da linha Inter 2 e a ampliação das linhas BRT. “[Estas obras] continuam sendo prioridade. Foram projetadas pelo Ippuc há bastante tempo e temos até julho para apresentar os projetos e ter autorização para licitar”, disse.

A remodelação do Inter 2 receberia R$ 85 milhões de verba federal para arrumar os gargalos principais e melhorias em alguns terminais, para aumentar a qualidade, segurança e diminuir o tempo de percurso.

“Não seria a obra integral, para tudo precisaria cerca de R$ 200 milhões”, lembrou o secretário. A ampliação do BRT para implantar mais um ligeirão, que chegou a ter um lote licitado no corredor Leste-Oeste (entre a Eduardo Sprada e o terminal C. do Siqueira), mas não teve a ordem de serviço, também será rediscutida.

Ao todo o projeto pode receber R$ 120 milhões da União. “Também queremos colocar a linha Norte-Sul do ligeirão em operação. É inadmissível [a infraestrutura] estar pronta há mais de dois anos e não operar [por falta de veículos], assim como termos mais de 300 ônibus vencidos rodando”, declarou Jamur.

Quanto a Linha Verde Norte, com dois dos quatro lotes de obras em andamento, o secretário disse ser uma determinação do prefeito licitar o restante ainda neste ano.

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Repórter no Paraná Portal
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