Presos em manifestação são liberados após fiança

Narley Resende


Sete pessoas foram presas e um adolescente apreendido pela Polícia Militar na noite dessa segunda-feira, durante uma manifestação contra o reajuste na tarifa do transporte público de Curitiba. O protesto aconteceu no primeiro dia em que o valor da passagem que subiu de R$ 3,70 para R$ 4,25 entrou em vigor. As informações sobre as detenções de manifestantes foram divulgadas na manhã desta terça-feira (7)  pela Polícia Civil.

Os adultos foram conduzidos ao 1º Distrito Policial, no Centro de Curitiba, e o adolescente à delegacia especializada. De acordo com o balanço, três foram presas em flagrante, uma mulher e dois homens. O trio pagou fiança de R$ 700,00 durante a madrugada e foi liberado. Segundo a polícia, esses foram presos por depredação de um ônibus e uma estação-tubo.

Os outros quatro detidos assinaram termo circunstanciado e e foram liberados. Eles foram presos por ‘desobediência’. São dois homens e uma mulher. O adolescente também chegou a ser detido, encaminhado à Delegacia do Adolescente. Ele também foi liberado.

A polícia não tem informações sobre feridos. A reportagem do Paraná Portal apurou que pelo menos quatro pessoas tiveram ferimentos causados por balas de borracha e uma garota denunciou ter sido agredida com um soco por um policial.

O Ministério Público do Paraná se manifestou por meio de nota se colocando a disposição para receber denúncias de abuso. “A Promotoria de Direitos Consituicionais do Ministério Público do Paraná e o CAOP de Direitos Humanos atendem casos de ofensa à liberdade de manifestação. O contato e/ou denúncia deve ser feito a partir dos telefones 41 3250 4894/41 3250-4002 ou pelo http://www.direito.mppr.mp.br/modules/liaise/index.php Imagens e vídeos podem ser anexados as denúncias, também boletins de ocorrência e laudo médico.”, diz a nota.

Protesto, vandalismo e repressão policial

Cerca de mil pessoas reuniram-se no final da tarde desta segunda-feira na Praça 19 de dezembro, no centro de Curitiba, para protestar contra o aumento da passagem. Convocado pelos movimentos “CWB Resiste” e “Frente de Luta pelo Transporte”, o evento, batizado de “R$4,25 eu não aceito”, teve a presença de movimentos sociais, lideranças políticas da cidade e, também, manifestantes mascarados.

Depois da concentração na praça, os manifestantes dirigiram-se, em caminhada, bloqueando as ruas do centro da cidade por onde passavam, à sede da Urbanização de Curitiba S/A, a Urbs, responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo na cidade.

Ao menos cinco agências bancárias foram depredadas, além de diversas pichações em muros e portões de estabelecimentos comerciais do centro da cidade.

Às 20h45, duas horas depois do início da manifestação, viaturas da Polícia Militar interceptaram o grupo nas esquinas da rua João Negrão com Sete de Setembro.

Às 21h, após a polícia prender em flagrante um manifestante que pichava a vitrine de uma loja, houve um princípio de confronto entre manifestantes e policiais, que reagiram ao protesto com tiros de bala de borracha e bombas de gás para tentar dispersar os manifestantes. Às 21h30 a manifestação foi considerada dispersada pela Polícia Militar.

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