Professor Galdino pode ser expulso de seu partido após agredir vereadora

Mariana Ohde


A suspeita de que o vereador professor Galdino (PSDB) agrediu a vereadora Carla Pimentel (PSC) vai ser analisada em uma audiência na semana que vem. O caso aconteceu nesta quarta-feira (14), em uma sala ao lado do plenário da Câmara Municipal, quando o vereador teria agredido fisicamente e assediado sexualmente Carla. A denúncia foi levada para a Delegacia da Mulher. Durante a tarde, ambos os parlamentares prestaram depoimento. Também foram ouvidos os vereadores Bruno Pessuti (PSD), Rogério Campos (PSC), e Jonny Stica (PDT), que testemunharam o ocorrido.

Todos foram liberados, inclusive o professor Galdino, apenas no final da tarde. O vereador deixou a delegacia após assinar de um termo circunstanciado (TC), por vias de fatos e importunação ofensiva ao pudor.

Após ouvir os envolvidos, a delegacia encaminhou o caso ao Poder Judiciário. Na próxima quarta-feira (21), a suspeita de agressão volta a ser analisada em uma audiência de conciliação no 14º Juizado Especial.

Caso

O episódio aconteceu por volta das 10h desta quarta feira, na sala de reunião dos vereadores. Segundo a vereadora, Galdino a teria apalpado na tentativa de tirar um santinho das mãos dela. Logo após a confusão, Carla Pimentel usou o plenário para pedir a ação da Guarda Municipal.

O vereador foi encaminhado pela Guarda Municipal para o 1º Distrito Policial. Lá, Carla Pimentel registrou um boletim de ocorrência e a denúncia foi encaminhada para a Delegacia da Mulher. Galdino passou a tarde em uma sala reservada da Delegacia da Mulher. Após ser liberado, o vereador falou com a imprensa e, mais uma vez, negou todas as acusações.

Expulsão

O diretório municipal do PSDB, partido de Galdino, enviou uma nota de agravo ao presidente da Câmara, Ailton Araújo (PSC). O partido informou que um processo disciplinar será aberto o que pode levar à expulsão do vereador do PSDB. Além disso, o PSDB Mulher encaminhou à Presidência da Comissão Executiva um pedido para que o caso seja apurado.

As acusações de agressão também vão ser investigadas pela Câmara Municipal de Curitiba.

Galdino já foi alvo de três processos no Conselho de Ética na Câmara, no mandato anterior, por racismo, assédio e quebra de decoro. Todos foram arquivados. Na atual legislatura, Galdino responde a processo na corregedoria contra jornalistas da Casa por assédio moral e ofensa.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal