Professores protestam contra redução de salários no Paraná

Andreza Rossini

Professores e educadores da rede estadual protestam, na manhã desta segunda-feira (18), contra o salário anunciado para professores, pedagogos, tradutores e interpretes contratados através do Processo Seletivo Simplificado (PSS).

De acordo com a APP-Sindicato, que representa a categoria, os valores apontados pela Secretaria Estadual da Educação (Seed) para 2018 representa redução de 13% a cada hora trabalhada, se comparado as últimas contratações.  De acordo com a entidade, a redução seria de R$ 500 a cada 20 horas de trabalho.

Os atos acontecem em diversas cidades do Paraná, em frente aos núcleos de Educação. Em Curitiba, o protesto ocorre no Palácio Iguaçu. Estão mobilizados educadores de Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Cascavel, Umuarama e Toledo. educadores

“O governo resolveu reduzir salários dos professores e professoras do regime PSS, que já recebem os menores salários de toda a área de serviço público do nosso estado”, afirmou o presidente do sindicato, Hermes Leão. “Não tem nenhum tipo de justificativa que o governo possa usar para justificar tal ato, que só vai prejudicar o ensino público no estado. Neste ano, são mais de 20 mil pessoas trabalhando que terão seus salários reduzidos a partir do ano letivo de 2018”, argumentou.


A Seed argumenta que o salário fica acima do piso nacional para o magistério.

Veja a nota da Seed na íntegra

Os professores, pedagogos e tradutores e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) contratados ao longo de 2018 receberão vencimento mensal de R$ 3.281 (R$ 2.445 de salário e R$ 826 de auxílio-transporte), valor acima do piso nacional para o magistério. No mínimo 10 mil profissionais serão contratados.
O valor corresponde a 40 horas-aula semanais, sendo 10 delas passadas fora da sala de aula, em hora atividade (reservada para correção de provas e trabalhos, preparação de aulas, atendimentos, etc).
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