Projeto unificado quer limpar Rio Belém em 4 anos

Andreza Rossini


Repórter Bruno Brugnollo do Metro Curitiba

A prefeitura de Curitiba e o governo do Estado validaram ontem o Plano de Revitalização do Rio Belém, um dos dois únicos 100% urbanos da capital e que há décadas vem agonizando em vários de seus quase 18 km extensão por 37 bairros.

A cooperação técnica para realizar um diagnóstico do rio e prever as intervenções necessárias já existia desde o começo do ano. O plano de ações contempla para os próximos quatro anos obras e projetos de infraestrutura, aumento da rede de esgoto, sistema de fitorremediação, criação e ampliação de unidades de conservação e educação ambiental, com a união de esforços do município, Estado e da Sanepar.

“Temos desenhado o que é necessário ser feito, como faremos – otimizando as ações de todas as partes – e principalmente o quanto de recursos precisamos buscar para cumprir o objetivo da revitalização do Belém”, disse a secretária municipal do Meio Ambiente e uma das coordenadoras do GT Belém (Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do Rio Belém), Marilza Dias.

Parte do dinheiro já está previsto, mas R$ 389 milhões vão precisar ser buscados. Segundo Marilza, o trabalho está dividido em ações de curto, médio e longo prazo ao longo de quatro trechos, que seguem os planos de drenagem (parte já em execução) e que dão uma condição do rio. “Da nascente, no Cachoeira, até o Parque São Lourenço, nós temos uma área menos adensada, uma condição melhor da qualidade da água; do São Lourenço até a Rodoferroviária, pega muitos rios canalizados e tem grande contribuição de esgoto, com a necessidade de intervenção pesada; da Rodoferroviária até a Linha Verde já temos uma condição um pouco melhor; e depois, até a sua foz, no Rio Iguaçu, onde recebe todo esse acúmulo da cidade, tem uma qualidade comprometida”, resumiu.

Um diagnóstico do GT Belém apontou que apesar da rede de esgoto cobrir 98% da cidade, existem mais de 15 mil ligações irregulares no Belém. Além do esgoto, as margens têm a ocupação irregular de cerca de 3,9 mil famílias, sendo metade delas em áreas de preservação permanente – uma intervenção deve ser feita para a relocação. Drenagem Parte da drenagem já está em execução, com R$ 350 milhões da União e R$ 20 mi da prefeitura, nos Rios Pinheirinho, Vila Guaíra e nos córregos do Cortume, da Av. Henry Ford e da Av. Santa Bernardete, com término em 2019.

Os Rios Belém, Juvevê e Pilarzinho têm projetos aprovados pelo Ministério da Cidades e aporte garantido da Caixa Econômica. Já o Rio Água Verde tem projeto aprovado e aguarda investimento. Rede de esgoto A Estação de Tratamento de Esgotos Belém deve ser ampliada e vistorias em cerca de 43 mil unidades consumidoras que podem estar irregulares serão feitas.

Fitorremediação

Chamados de jardim filtrante, o processo natural de tratamento com plantas para melhorar a qualidade da água será feito no Passeio Público e também próximo da Rodoviária, no Rio Juvevê. Ontem, durante a cerimônia, a governadora em exercício, Cida Borghetti (PP), autorizou o repasse de R$ 10 milhões para o processo.

Unidades de conservação

O plano também prevê a ampliação de parques, como o Pq. Municipal Nascentes do Belém, de 15 mil para 115 mil m2,, e a criação de novos, como um rua Reinaldo Hecke, acima do Pq. São Lourenço, e o Parque Linear Três Marcos, no córrego Tapajós, próximo ao Bosque Reinhard Maack.

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