Remoção de acampamento da Lava Jato foi “mal-entendido”, segundo movimento

Mariana Ohde


Com CBN Curitiba

O acampamento mantido por apoiadores da Operação Lava Jato em frente ao prédio da Justiça Federal, em Curitiba, foi removido nesta quarta-feira (15) por causa de um mal entendido, segundo representantes do movimento.

As faixas, cartazes e até uma casinha estavam em frente ao prédio de onde o juiz federal Sérgio Moro conduz os processos da Lava Jato desde 2014, quando a operação começou a ganhar mais destaque na imprensa. Todos os dias, integrantes de movimentos de combate à corrupção e de apoio à Lava Jato se revezavam no acampamento. Porém, nesta quarta-feira, quando chegaram ao local, perceberam que todo o material havia sido retirado por equipes da prefeitura.

A manifestante Narli Rezende participa do acampamento desde o início e faz parte do movimento Curitiba Contra a Corrupção. “Quando a gente chegou, já estava o caminhão lá e tudo jogado no chão. O cara disse que tinha recebido ordem. Era da prefeitura, o caminhão com a placa da prefeitura”, conta.

O integrante do Movimento Acampamento Lava Jato Curitiba, Marcos Silva, também foi surpreendido pela a ação da prefeitura. O movimento já vinha conversando com o município sobre o acampamento.

Divulgação
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Porém, segundo ele, tudo não passou de um mal entendido. “Foi apenas um mal-entendido dentro da Secretaria Municipal do Urbanismo e Assuntos Metropolitanos, porque a gente está modificando um pouquinho o acampamento, com uma concessão nova. E como a maioria do pessoal da secretaria é novo, eles não sabiam qual era o movimento, quem estava fazendo isso. Foi explicado o que era, por que a gente está aqui, tudo, e eles entenderam, deram total apoio. Só pediram para a gente fazer umas modificações”, explica.

Em nota, a prefeitura de Curitiba esclareceu que tem orientado os manifestantes sobre a ocupação do espaço dentro das normas de urbanismo e meio ambiente.

O município já se reuniu com os manifestantes nesta quarta-feira e informou que é proibido colocar faixas em árvores ou no mobiliário urbano. Outros ajustes poderão ser feitos a pedido da prefeitura.

As recomendações foram atendidas e o acampamento está mantido. Ainda de acordo com o integrante do Movimento Acampamento Lava Jato Curitiba, o local está sendo remodelado, pois teria virado um ponto turístico. “A Justiça Federal virou um ponto de turismo”, diz Marcos.

O acampamento fica na Praça Pedro Alexandre Brotto, na Avenida Anita Garibaldi, no Ahú. Pelo menos cinco movimentos se reúnem no espaço em frente à Justiça Federal.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal