Retirada das torres da Comendador Franco começa no 2ª semestre, segundo a Copel

Narley Resende


Ana Krüger, CBN Curitiba

A partir do segundo semestre deste ano, a Copel começa a retirar as torres da Avenida Comendador Franco. Conhecida como “avenida das torres”, os cabos de alta tensão que acompanham a via devem ser enterrados.

A retirada das torres já foi cogitada há alguns anos. A Avenida Comendador Franco, apelidada de “Avenida das Torres”, chegou a ser revitalizada para a Copa do Mundo de 2014, mas parte das torres ainda está lá.

Em nota, a Copel confirmou que a partir do segundo semestre deste ano, as 25 estruturas e ainda 20 superpostes vão ser removidos. A ideia é enterrar todos os cabos de alta tensão. A mudança abrange cerca de oito quilômetros entre Curitiba e o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.

A Copel anunciou a reforma há um ano, mas até então não tinha divulgado a data de início. A obra deve demorar 18 meses para ser concluída a um custo de R$ 157 milhões.

Além da mudança nos cabos de alta tensão, o projeto também inclui a ampliação das faixas, a construção de ciclovias e de uma via exclusiva para os ônibus. Para a administradora Olimpia Estorilho, a reforma deve melhorar o trânsito na região.

“Tudo na vida muda. Acho que é para a modernidade e também segurança da avenida. Vai melhorar.”, afirma.

O frentista Marino Binotto Júnior trabalha na Avenida Comendador Franco e acredita que a via vai continuar sendo chamada de “Avenida das Torres” mesmo sem a estrutura. “Vai continuar, é conhecido por Avenida das Torres”, diz.

O motociclista Ronaldo Batista fala que, sem as torres, a população vai perder o ponto de referência. “Difícil de falar Avenida das Torres. Como a pessoa vai se achar? Vai perder a referência”, acredita.

Já o vigilante Anderson Nazareno critica o projeto e defende o uso do dinheiro em outras áreas. “Devia aplicar na saúde, nas escolas. Não está incomodando, por que mexer?”, questiona.

As linhas subterrâneas do trecho foram leiloadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2015 e foram arrematadas pela companhia paranaense.

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