Rombo ‘não se resolve da noite para o dia’, diz Greca

Mariana Ohde


Com Metro Curitiba

A penúria financeira da prefeitura foi o grande destaque, ontem (10), do balanço de 100 dias de gestão de Rafael Greca (PMN). O prefeito disse ter sido surpreendido ao descobrir a real situação dos cofres municipais.

“Como as informações nos foram sonegadas durante a transição, só no final de janeiro tivemos a real noção do que estávamos recebendo. Vivemos então o drama de ter de recolocar a cidade nos trilhos sem que a administração pública parasse. Os últimos quatro anos foram de total descontrole financeiro”, afirmou. “Vocês podem até não acreditar, mas o avião podia ter caído”, disse. “Estamos trabalhando para mantê-lo no ar.”

O prefeito ainda citou um rombo de R$ 2,1 bilhões – atribuído à gestão passada por Greca – que, para ser revertido, vai exigir a aprovação do pacote fiscal em tramite na Câmara. “Não se resolve um problema desse tamanho da noite para o dia, mas vamos cumprir nossas obrigações, resolver os problemas imediatos e voltar a ter condições de investir. Para isso é importante que os vereadores analisem com muito zelo o Plano de Recuperação”.

Os alegados problemas financeiros não impediram a prefeitura de destacar algumas realizações do início da gestão. Foram lembrados o programa Saúde Já, que faz mutirões para reduzir a fila de especialidades, e as reintegrações das linhas Colombo/CIC, Araucária/CIC e da estação-tubo da PUC com Fazenda Rio Grande. A FAS divulgou ter encaminhado 811 moradores de rua (especialmente do Centro) para serviços assistenciais. Além disso, mais 30 mil famílias que puderam ser atendidas pelos Armazéns da Família, com a ampliação da faixa salarial para 5 salários mínimos. Na educação, 460 estagiários de foram contratados para atender estudantes de inclusão e foram ampliadas em 2.000 as vagas para atividades no contraturno escolar.

Futuro

O prefeito falou ainda sobre o início das audiências públicas para discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e do orçamento do município para 2018. Os encontros começaram nesta segunda-feira (10). “Começamos a montar o Orçamento do ano que vem e pela primeira vez ele vai contemplar a previdência municipal”, afirmou Greca.

Segundo a prefeitura, os problemas atuais têm origem no orçamento elaborado pela gestão passada, pois não teria havido previsão de cumprimento de obrigações que, somadas, chegam o déficit de R$ 2,1 bilhões, entre elas a implementação dos planos de carreira do funcionalismo.

“Como as informações nos foram sonegadas durante a transição, só no final de janeiro tivemos a real noção do que estávamos recebendo. Vivemos então o drama de ter de recolocar a cidade nos trilhos sem que a administração pública parasse. Os últimos quatro anos foram de total descontrole financeiro”, disse Greca.

Sindicatos

Representantes dos sindicatos de servidores participaram da entrevista coletiva. Eles discordam das medidas tomadas pela gestão e criticam a suspensão temporária da implementação dos planos de carreira, entre outros pontos previstos no ajuste fiscal.

Segundo o prefeito, as medidas são necessárias para evitar o colapso da prefeitura, o que pode prejudicar até mesmo o pagamento dos salários dos servidores. “Há um pacote para evitar que a cidade vá a falência, que faltem serviços e que se atrase o salário dos servidores”, afirmou o prefeito.

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Repórter no Paraná Portal
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