Saúde terá R$ 3,4 mi via emendas coletivas

Julie Gelenski


Com Metro Jornal Curitiba

Terminou na semana passada o prazo para que os vereadores de Curitiba apresentassem as suas emendas para o orçamento de 2017.

No total a LOA (Lei Orçamentária Anual) recebeu 441 emendas,que permitem que cada um dos vereadores ‘gaste’ R$ 700 mil em projetos sob sua escolha.A maioria das emendas acabam indo para projetos sociais ou para a saúde. Neste último ano ainda ganharam força as emendas coletivas.

Através delas os parlamentares se unem para, em conjunto,colocar parte das suas verbas num mesmo projeto. No orçamento de 2016 foram 21 emendas em grupos ou duplas, que somaram R$ 4 milhões, cento e trinta e quatro mil.

Já para 2017 estão previstas novamente 21 emendas, mas elas chegam aos 5 milhões 815 mil reais um acréscimo de 40,66%. Boa parte desse aumento deve-se à emenda em que 25 vereadores decidiram aplicar R$ 1,56 milhão no Pequeno Cotolengo,entidade que atende pessoas carentes com múltiplas deficiências.

A saúde, aliás, é o principal setor a receber recursos em conjunto, serão R$ 3,4 milhões. O Hospital Cajuru,por exemplo, receberá R$ 605 mil e o Erasto Gaertner R$ 400 mil.

Estratégias

Metro Jornal Curitiba
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Cada parlamentar tem direito a decidir onde gastar, e por isso as estratégias são, às vezes, opostas.

Com 38 emendas individuais o vereador Paulo Rink (PR) foi o recordista em número de pedidos, o que indica um gasto menor em cada projeto. Ele destinou, por exemplo,R$ 5 mil para a compra de material esportivo para a Copa Curitiba de Futebol Sub-15.

Já Dirceu Moreira (PSL) fez o caminho inverso e apresentou apenas 3 emendas sozinho. Duas delas destinam R$ 500 mil para a Adra – Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos assistenciais, entidade assistencial ligada à Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Além de saúde e assistência social, o antipó também é frequente alvo das emendas.Julieta Reis (DEM), por exemplo, vai aplicar R$ 455 mil em asfaltamento.

Luta para liberação

As emendas ainda terão que ser votadas na LOA. A aprovação delas, no entanto, ainda não garante a aplicação dos recursos, que dependem de liberação da prefeitura. São frequentes as reclamações dos parlamentares de que o dinheiro acaba não sendo liberado.

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