Servidores de Curitiba fazem paralisação contra pacote fiscal de Greca

Andreza Rossini


Servidores municipais de Curitiba paralisaram as atividades entre às 7h e 7h50 desta sexta-feira (30), em protesto contra o ajuste fiscal encaminhado pelo prefeito da capital, Rafael Greca (PMN), para a Câmara Municipal.

Funcionários de 90 Centros Municipais de Ensino Infantil (CMEIs), 4 Unidades de Pronto-Atendimento (UPA), 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) participaram da manifestação.

A entidade marcou assembleia com os servidores nesta sexta-feira para discutir indicativo de greve a agenda das manifestações.

Pacote de Greca

A categoria se posiciona contra o congelamento dos salários e com a transferência da data-base para outubro.

Segundo os servidores, as medidas trarão prejuízo principalmente no final do ano – até agora o 13º salário era pago com o valor igual ao do último mês, mas as novas regras preveem um cálculo médio dos últimos 12 meses. Assim, o congelamento derrubará o pagamento. Os servidores também questionam a reforma da previdência, que pretende retirar R$ 600 milhões do  IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba).

Confira algumas das medidas previstas no pacote de Greca

• Aumento da taxa de lixo para até 290 mil casas. A prefeitura admite que pretende arrecadar 61% a mais (R$ 84 milhões) com a taxa de lixo, mas ainda não divulgou como fará essas cobranças e nem quais valores. Uma tabela anexa ao projeto de lei, no entanto, mostra que 290.381 residências pagam menos que o liberado pelo novo projeto. As casas representam 46% dos lançamentos de IPTU da cidade. Já 53% dos comércios (52.223) poderão pagar mais.

• Transmissão de imóveis mais cara. Com o fim da aliquota de 2,4% do ITBI (Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis Inter-vivos) para imóveis entre R$ 140 mil e R$ 300 mil, a prefeitura estima que arrecadaria R$ 4.152.631,70 a mais, caso o aumento já estivesse em vigor. Com o pacote, o índice para a faixa passará de 2,4% para 2,7%. Segundo o projeto, um imóvel neste preço ‘não pode ser considerado popular’.

• Fim do vale transporte em dinheiro. Uma das leis proíbe o pagamento de auxilio transporte através de depósito em contra-cheque. Caso a medida seja aprovada, os servidores passarão a receber os vales apenas através de créditos em cartões transporte. A ideia vem gerando críticas entre os servidores, já que muitos acabam usando os valores para irem de carro ao trabalho. Em resposta a uma usuária do facebook, que reclamava da medida, Greca respondeu que: “O vale transporte minha sra é para ser usado no transporte. Não é para entesourar.” Entre as categorias que recebem através de auxilio está a dos professores.

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