Síndico nega ter atrapalhado socorro de grupo preso em elevador

Redação


Após moradores de um condomínio no Ecoville, em Curitiba, terem ficado presos em um elevador e chamado os bombeiros, o síndico do local se defendeu da alegação de omissão de socorro pela qual foi levado à delegacia no dia do incidente, na última quarta-feira. O Metro Jornal relatou o caso na última quinta sem ter conseguido contato com o condomínio.

Sérgio Nogueira, o síndico, afirma que foi ele próprio, com auxílio da assistência técnica, quem libertou os moradores do elevador. Segundo a Polícia Militar, o síndico não deixou uma equipe do Corpo de Bombeiros entrar para fazer o resgate dos oito adultos e uma criança no elevador de um dos quatro prédios, alegando que a empresa de manutenção já estava a caminho do local.

Nogueira disse ter apenas pedido aos bombeiros que esperassem a chegada do técnico, depois de ter garantido que tudo estava sob controle, e que se passaram somente 10 minutos entre a chegada dos bombeiros e a do técnico.

“Não adiantaria eles [bombeiros) arrombarem a porta do elevador, porque ele sai direto no apartamento e não haveria como ter acesso. As câmeras internas registraram tudo. Foi muito pouco espaço de tempo para uma confusão tão grande”, argumentou.

Delegacia

O síndico de um condomínio de alto padrão no Ecoville, bairro Campo Comprido, em Curitiba, chegou a ser preso pela PM na madrugada de quinta-feira (26) após impedir que uma equipe do Corpo de Bombeiros entrasse no local para resgatar moradores presos no elevador.

Por cerca de trinta minutos, oito adultos e uma criança ficaram presos no elevador de um dos prédios do condomínio Reserva Ecoville. Quando os bombeiros chegaram, segundo a PM, o síndico não permitiu a chegada com a justificativa de que a empresa de manutenção já estava a caminho.

Os moradores, de acordo com a PM, só foram resgatados quando os técnicos da empresa chegaram. Nesse momento, o síndico foi levado ao Ciac-Sul (Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão), onde assinou um termo circunstanciado e foi liberado, segundo a polícia.

“Seriam vinte minutos que os bombeiros poderiam ter resgatado essas pessoas lá de dentro. Por decisão do síndico, eles continuaram lá dentro. Poderia ter ocasionado algo pior, poderia ter alguém com síndrome do pânico, alguém poderia sofrer um infarto pela questão de estar preso dentro do elevador. Temos especialidade em vários tipos de socorro, entre eles, elevadores. Somos treinados, somos profissionais”, disse o tenente Tiago, do Corpo de Bombeiros, à rádio Banda B.

(Metro Jornal Curitiba)

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