Vereadores querem explicações da tarifa

Metro Jornal Curitiba


Sete vereadores aguardam nesta terça-feira (07) a aprovação em plenário do requerimento de convocação protocolado ontem, para que o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, vá à Câmara Municipal e preste esclarecimentos sobre o aumento da tarifa técnica do transporte coletivo.

Publicada em Diário Oficial do Município no último dia 31, a tarifa técnica –valor pago pela Urbs às empresas – passou de R$ 4,24 para R$ 4,71, um aumento de 11% (com o desconto da desoneração do diesel, senão iria para R$ 4,82). O valor é retroativo a 26 de fevereiro – data contratual de reajuste da tarifa técnica.

“O aumento é muito grande, vai ter que cobrar R$ 5 em breve, não dá”, disse o vereador Felipe Braga Côrtes (PSD), que critica o modelo atual de gestão, criado pela licitação feita em 2010, alvo de denúncia recente do MP- -PR.

A Urbs garante que a tarifa cobrada ao usuário, de R$ 4,25, ficará congelada pelo menos até fevereiro do ano que vem. Até lá, esta diferença de R$ 0,46 será paga pelo FUC (Fundo de Urbanização de Curitiba). Segundo o órgão, o dinheiro do subsídio da passagem não está ‘carimbado’, mas se não totalmente, boa parte dele virá através do governo do estado. Em 5 de junho, a prefeitura assinou um convênio de R$ 71 milhões – valor bem próximo ao que seria necessário para cobrir a média dos passageiros pagantes de 26 de fevereiro até o fim do ano. “Ele tem que vir explicar, expor na Câmara.

Até questões como a gratuidade, paga hoje integralmente por quem usa o ônibus e a dos cobradores, pois novamente falam em mudança de função”, declarou Braga Côrtes.

Uma das explicações para a alta da tarifa é a diminuição da projeção dos passageiros, já elogiada pelas empresas, que sempre reclamaram que ela era superestimada.

Bilhete único

O vereador Bruno Pessuti (PSD), que não assinou o requerimento, também fez críticas ao modelo. “O valor da tarifa está vinculado ao passageiro e não ao custo efetivo do pneu rodando no asfalto. A licitação foi feita numa época em que existia uma crescente razoável de usuários, mas com mais gente andando de carro e a crise econômica, diminuíram os passageiros”.

Como o número de passageiros pagantes é diretamente proporcional ao valor da tarifa, Pessuti defende o bilhete único como uma forma de aumentar o número de usuários. “A tarifa atemporal seria atrativa e teríamos mais gente dividindo o bolo da tarifa. Pagando um valor fixo por mês, uma assinatura mensal, uma pessoa que gasta dois tanques por mês poderia pagar o equivalente a um e andar de ônibus. Até o comércio das canaletas poderia crescer”.

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