Curitiba sedia Movimento da Fertilidade neste sábado

Redação e Assessoria


Acontece neste sábado (28) o Movimento da Fertilidade, evento inédito e gratuito que será realizado no Parque Barigui, em Curitiba.

Promovida pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a ação visa conscientizar jovens sobre a importância de preservar a fertilidade natural e as limitações do sistema reprodutivo.

Durante a manhã, das 8h às 11h, o Movimento da Fertilidade vai promover ações voltadas para a saúde, entre elas atividades esportivas e recreativas, orientação nutricional, quick massagem e um bate-papo com especialistas que vão focar em hábitos de vida saudáveis e alternativas existentes para preservar a saúde reprodutiva.

“Com a realização do Movimento da Fertilidade queremos alertar uma parcela da população que desconhece os riscos de adiar a gravidez e, também, informar que existem alternativas para quem opta em ter um filho após 35 anos”, explica o especialista em reprodução humana, Dr. Álvaro Ceschin, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida e representante do evento na cidade de Curitiba.

No Brasil, o número de mulheres que optam por ser mãe após os 40 anos aumentou 49,5% nos últimos 20 anos. Os dados do Ministério da Saúde não são recentes, mas reiteram o pensamento atual das mulheres. “Ter filhos hoje não está na fila de prioridades quando se está com idade entre 20 e 30 anos. Nesta faixa, as mulheres valorizam os estudos e a carreira, por exemplo”, esclarece Ceschin.

No entanto, é preciso entender que a idade é um fator determinante para a fertilidade da mulher e do homem. Ao longo da vida, os óvulos envelhecem e a produção de espermatozoides perde qualidade e é justamente isso que o movimento quer reforçar. “Uma parcela da população desconhece os riscos da uma gravidez tardia, que pode ter consequências para a saúde da mãe e do bebê.  A decisão de ter um filho tem sido tomada cada vez mais tarde. O percentual de mulheres que adiaram as gestações entre 30 e 39 anos aumentou de 22,5% para 30,8% (IBGE). Todo esse processo demanda um planejamento prévio”, complementa o geneticista.

Álvaro Ceschin explica ainda que a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida não defende o uso das técnicas de reprodução assistida como primeira opção àqueles que desejam engravidar, pois o momento adequado para recorrer à assistência especializada é a partir do momento em que as mulheres interrompem o uso do método contraceptivo e, após um ano de relação sexual, não conseguem engravidar.  “Se a idade da mulher for acima de 35 anos, recomenda-se orientação com 6 meses de tentativas. Caso haja algum fator identificado, como distúrbios menstruais ou infecções pélvicas anteriores, o acesso deve ser imediato”, completa Dr. Álvaro Ceschin.

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