Curitiba sedia, pela primeira vez, o maior Torneio de Robótica do Brasil

Andreza Rossini

Redação com assessoria

As melhores equipes de robótica de todo o Brasil participam em Curitiba, de 16 a 18 de março, do Torneio Nacional de Robótica FIRST LEGO League. Ao todo, são 83 times de escolas públicas e particulares, formados por estudantes de 9 a 16 anos. As vagas na maior competição de robótica do país, organizada pelo  Serviço Social da Indústria (SESI), foram conquistadas em seletivas regionais, realizadas em 11 estados e no Distrito Federal.

Na temporada atual – Hydro dynamics – o desafio dos estudantes foi pesquisar e apresentar soluções inovadoras para um problema que atinge milhões de brasileiros e é também uma preocupação mundial: a água. As pesquisas e soluções abordam temas desde como encontrar, transportar, usar ou descartar o líquido. Até o ano de 2030, a população mundial alcançará 8,3 bilhões de pessoas e a demanda por água crescerá em 30% no mesmo período. Além disso, estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que cerca de 1,8 bilhão de pessoas viverão em áreas de grave escassez hídrica até o ano de 2025.

No Brasil, a capital federal, por exemplo, está em racionamento desde janeiro de 2017. Um rodízio passou a ser feito nas diversas regiões do Distrito Federal e, pelo menos uma vez por semana, a água é cortada dos moradores. Relatório da Agência Nacional de Águas (ANA), divulgado em dezembro do ano passado, mostra que 48 milhões de pessoas foram afetadas por secas (duradouras) ou estiagens (passageiras) em todo o país entre 2013 e 2016.


As tarefas

Entre as atividades propostas no torneio está o Desafio do Robô. Nele, os estudantes colocam os robôs de Lego para cumprir determinadas missões. Para realizar as tarefas, o robô pode navegar, capturar, transportar, ativar ou entregar objetos na mesa de competição. Pode ser algo como remover um cano quebrado, virar tampas de bueiro e mover bombas de água. As equipes têm direito a três rounds, de 2 minutos e 30 segundos cada, para execução.

Os robôs, projetados e construídos pelos próprios alunos, também são avaliados na categoria Design do Robô. Os times podem utilizar sensores de movimento, cor, toque, controladores e motores. Os juízes levam tudo isso em consideração, além da estratégia e programação.

Conta pontos ainda o Projeto de Pesquisa com uma solução inovadora sobre o uso da água. Pode ser, por exemplo, na produção de alimentos ou na geração de energia. A solução deve ser compartilhada com os outros competidores e será avaliada pelos juízes. Por fim, na categoria Core Values, os estudantes precisam mostrar que sabem trabalhar em equipe. Os times que tiverem o melhor desempenho nestas quatro categorias vão se classificar para torneios internacionais de robótica nos Estados Unidos, Hungria e Estônia.

O futuro já chegou

Para o diretor de Operações do SESI, Paulo Mól, a robótica estimula o interesse dos estudantes pela ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática no ambiente escolar. “A robótica na educação básica contribui para a formação de mão de obra especializada para a indústria, que investe cada vez mais na robotização dos processos produtivos. A robótica e a automação são áreas estratégicas para a economia”, afirma.

O superintendente do SESI do Paraná, José Antonio Fares, destaca a escolha de Curitiba como sede da competição, principalmente pela grande experiência em robótica educacional. É a primeira vez que a etapa nacional acontece fora de Brasília. “Para nós, sediar esse torneio, demonstra e reforça nosso comprometimento de incentivar a ciência, a inovação e a tecnologia em nosso estado e no país, com uma educação de qualidade”, diz.

Robótica nas escolas

O Serviço Social da Indústria adota a robótica educacional em sala de aula desde 2006. Atualmente, todas as 459 escolas do SESI que atuam com ensino fundamental e ensino médio de todo o país ofertam a robótica. São quase 190 mil alunos. Tudo isso para preparar os profissionais do futuro.

O modelo de sucesso da robótica educacional também tem recebido incentivos da rede pública de educação. O governo federal vai investir R$ 100 milhões para ampliar o ensino da robótica nas escolas. O valor está na previsão orçamentária de 2018 do Ministério da Educação (MEC). A iniciativa tem a parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), e faz parte do programa de Política de Inovação Educação Conectada. Estados e municípios vão indicar as escolas participantes.

Serviço

Quando: 16, 17 e 18 de março

Onde: Campus da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)

Centro de Exposições Horácio Coimbra

Av. Comendador Franco, 1341 – Jardim Botânico (Curitiba)

Horário de visitação:

16/03 – sexta-feira / cerimônia de abertura (13h)

17/03 – sábado (9h ás 18h)

18/03 – domingo (9h às 17h)

ENTRADA GRATUITA

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