Curitiba terá marcha das bicicletas nesta quarta, em alusão ao dia mundial sem carro

Vanessa Fernandes - CBN Curitiba


O dia 22 além de ser o dia do equinócio de setembro, quando começa a primavera no hemisfério sul, marca também outra data importante, celebrada mundialmente: o dia mundial sem carro.

No Brasil, a data está inserida na Semana Nacional do Trânsito, que teve início na segunda-feira (20) com uma cerimônia de abertura no Palácio Iguaçu na presença do Secretário Nacional de Trânsito Frederico de Moura Carneiro. O encerramento acontece no sábado (25).

Para fomentar a reflexão sobre o trânsito e seus diferentes atores sejam motoristas, motociclistas, ciclistas ou pedestres, integrantes da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (Associação CicloIguaçu), realizam nesta quarta-feira (22) em Curitiba, a marcha das 2021 bicicletas. Os ciclistas convidam para celebrar o dia mundial sem carro, indo de bicicleta até a Praça Santos Andrade às 18h30.

Esta é a 14ª edição da Marcha, que tradicionalmente lança o percurso poucas horas antes do início do evento. Os organizadores asseguram que a pedalada deve ter em média oito quilômetros.

Marcha das 2021 bicicletas irá reunir ciclistas na Praça Santos Andrade, em Curitiba. Imagem: Divulgação/Cicloiguaçu

Na abertura da Semana Nacional do Trânsito ativistas da Associação CicloIguaçu, entidade fundada em 2011 para promover o diálogo com o poder público sobre o desenvolvimento de políticas de ciclomobilidade, entregaram ao secretário Frederico Moura, um documento da campanha 15 por 30 por mais segurança de ciclistas e pedestres nas rodovias pedagiadas.

O documento contém os 3.800 protocolos referentes ao tema, realizados no site da Agencia Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). Segundo os organizadores, a maior participação popular já registrada na instituição.

Durante a campanha, os ativistas pediam 15 minutos aos participantes para garantir a segurança dos ciclistas nas rodovias paranaenses pelos próximos 30 anos, por essa razão o nome 15 por 30.

Com os atuais contratos com as concessionárias de pedágio chegando ao fim em novembro de 2021 e uma nova licitação que prevê a concessão de 3,8 mil quilômetros de rodovias paranaenses, a Associação CicloIguaçu entendeu que era o momento de reivindicar melhorias para a segurança dos ciclistas nas estradas.

Acidentes envolvendo ciclistas no Paraná

A urgência na tomada de ações que levem ao uso seguro desse meio de transporte se torna mais evidente quando se olham os números referentes a acidentes e mortes de ciclistas no Paraná.

Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o Paraná é o segundo estado do país onde mais morrem ciclistas, ficando atrás apenas de São Paulo. No ano passado, foram 103 mortes de ciclistas no Paraná, enquanto que em São Paulo foram 114.

De 2010 a 2019, 845 ciclistas morreram atropelados em vias paranaenses.

Desde o início da pandemia, a bicicleta ganhou protagonismo nos espaços urbanos como ferramenta de prevenção a Covid-19. Os carros circulando nas ruas diminuíram neste período de pandemia, mas mesmo assim, no 1°semestre de 2021 segundo a Abramet, no Paraná 384 ciclistas sofreram traumas no trânsito, um aumento de 16% em colisões graves.

As informações foram publicadas pela CBN Curitiba.

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