Curitiba registra transmissão comunitária da varíola dos macacos

Capital paranaense está com 21 pessoas com o vírus monkeypox. Em cinco desses casos, não foi possível identificar a origem da infecção.

Redação - 28 de julho de 2022, 14:53

(Foto: Arquivo/CDC/Brian W.J. Mahy)
(Foto: Arquivo/CDC/Brian W.J. Mahy)

Curitiba registra transmissão comunitária do vírus da varíola dos macacos. A cidade está com 21 casos confirmados de pessoas com o monkeypox, conforme anúncio feito pela prefeitura da capital paranaense na tarde desta quinta-feira (28).

A declaração ocorre após cinco das 21 situações não terem a identificação da origem da infecção, ou seja, sem vínculo vínculo com viagens ou viajantes. Com isso, é possível concluir que o vírus já circula na cidade.

Outros 16 casos são de curitibanos que saíram ou que tiveram contato com alguém que deixou o município recentemente.

De acordo com a secretária da Saúde, Beatriz Battistella, a transmissão comunitária do vírus da varíola dos macacos em Curitiba não é motivo para pânico. Ela afirma que a cura da doença ocorre de maneira espontânea.

"Salvo raríssimas exceções, não há agravamento do paciente, bem diferente do que tínhamos com o coronavírus no início da pandemia da Covid-19”, explica.

VARÍOLA DOS MACACOS: O QUE É E OS QUAIS SINTOMAS

A varíola dos macacos, causada pelo vírus monkeypox, é uma doença viral cuja transmissão humana acontece por meio de contato com lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.

A infecção causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. Os principais sintomas envolvem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfadenopatia, calafrios e fadiga.

A SMS (Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba) orienta maior atenção para pessoas que venham a apresentar pústulas na pele (bolinhas vermelhas com pus), após viajar para países que já declararam surto ou depois de ter contato íntimo com alguém diagnosticado recentemente com a doença.

“Neste caso, a orientação é procurar um serviço de saúde, para investigação, pois esses sintomas são comuns a várias doenças, e somente um profissional de saúde poderá avaliar para notificar a SMS e orientar corretamente o paciente”, afirma a médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Marion Burger.